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Em carta aos chanceleres dos países da União Europeia (UE), o negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, pediu nesta segunda que o bloco reconheça um Estado palestino independente. As demandas foram enviadas à chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, que comanda um encontro de chanceleres do bloco em Bruxelas. Uma cópia do texto foi vista pela France Presse. Os diplomatas da UE devem divulgar um comunicado sobre o tema ainda hoje, reafirmando seu compromisso com o reconhecimento de um Estado palestino em um momento "apropriado".

Em sua carta, Erekat "afirmou a necessidade de um reconhecimento de dois Estados pela UE, de acordo com as fronteiras de 1967, e para obrigar o governo israelense a parar completamente a atividade em assentamentos, inclusive em Jerusalém Oriental". Ele disse que "um passo como esse da União Europeia daria proteção ao princípio de dois Estados, bem como ao processo de paz", que perdeu ainda mais força na semana passada após Washington admitir seu fracasso em garantir uma nova moratória nas construções israelenses nos assentamentos, em terras que os palestinos querem como parte de seu futuro Estado independente.

Jerusalém Oriental foi ocupada e anexada por Israel em 1967, em um ato não reconhecido pela comunidade internacional. Em dezembro de 2009, os chanceleres da UE adotaram um texto concordando com o fato de Jerusalém ser a futura capital de dois Estados. Na semana passada, o bloco publicou um relatório anual no qual condena as políticas de Israel em Jerusalém Oriental, dizendo que elas "ameaçam seriamente" a solução de dois Estados. As informações são da Dow Jones.

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