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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, exige que tropas de seu país permaneçam na fronteira de um futuro Estado palestino com a vizinha Jordânia, em mais um ponto de discórdia com os palestinos, quando estes já ameaçam abandonar as negociações de paz.

O diálogo, retomado este mês em Washington após um rompimento de dois anos, esbarra nas demandas palestinas para que Israel pare de construir em assentamentos na Cisjordânia. A moratória para essas obras, vigente há dez meses, deve acabar no próximo domingo.

O chefe militar de Israel disse a parlamentares hoje que os militares estão se preparando para possíveis confrontos, caso as negociações fracassem. O tema dos assentamentos é crítico, pois os palestinos prometem parar de negociar caso sejam feitas mais construções, nas áreas que eles querem como parte de seu futuro Estado independente.

Para o primeiro-ministro israelense, que tratou do tema ontem, o ponto principal de qualquer acordo de paz é a segurança do país. Segundo ele, Israel deve manter tropas na Jordânia a fim de impedir que militantes palestinos contrabandeiem armas na Cisjordânia, após um acordo de paz ser fechado.

Os palestinos rejeitam essa ideia como uma ofensa à soberania do futuro Estado. Eles propõem que uma força internacional cumpra a mesma função. Um porta-voz palestino, Husam Zomlot, disse que "nenhum soldado israelense" terá permissão para permanecer em um futuro Estado palestino.

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