i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
prostituição

As luzes se apagam na Meca do sexo

  • PorEDWARD WONG
  • 16/03/2014 21:04
Os negócios em uma rua de Dongguan, na China, conhecida pela prostituição, foram fechados pelo governo | Theodore Kaye / The New York Times
Os negócios em uma rua de Dongguan, na China, conhecida pela prostituição, foram fechados pelo governo| Foto: Theodore Kaye / The New York Times

Seu celular não está tocando. Seus preservativos continuam embalados. As pessoas pararam de abordar Denny para pagar por sexo.

"Em Dongguan, temos algo chamado serviço no estilo de Dongguan", declarou o jovem, concordando em falar na condição de que fosse divulgado apenas seu apelido em inglês. "Aqui é a capital do sexo. Temos uma reputação. No entanto, agora, tudo acabou", acrescentou ele.

A China está enfrentando a mais dura campanha antidepravação por parte do governo em anos, e a repressão está cobrando seu preço na economia de Dongguan, uma cidade com mais de oito milhões de habitantes. Ela é um centro de produção para exportação e uma Meca para trabalhadores migrantes, mas é a também a capital do pecado no país. Agora, a indústria da luz vermelha local está em dificuldades.

Casas noturnas e de massagens foram fechadas. Motoristas de táxi que ganhavam comissões de bordéis sofrem com a falta de dinheiro. Alguns proprietários vêm tendo dificuldades para alugar apartamentos, à medida que prostitutas deixam a cidade.

A campanha nacional começou em 9 de fevereiro, quando a China Central Television veiculou uma matéria com repórteres disfarçados mostrando a prostituição em hotéis de Dongguan. No dia seguinte, o chefe do partido local ordenou o fechamento de locais de entretenimento na cidade por três meses. A polícia invadiu algumas saunas, casas noturnas e bares de caraoquê.

Hotéis de marcas internacionais não foram poupados. O Sheraton local tem um espaço para massagem nos pés que foi fechado.

A maior baixa política foi o chefe de polícia de Dongguan, Yan Xiaokang, que foi demitido e colocado sob investigação, mas são as prostitutas que vêm enfrentando as piores consequências.

"Essa é a campanha mais séria até hoje", afirmou um amigo de Denny, garoto de programa. "E é igual em todo lugar, então, não podemos nem partir para outras cidades".

Antes da repressão, segundo o amigo de Denny, ele conseguia ganhar mais de US$100 em uma boa noite. Contudo, hoje ele tem receio do contato de possíveis clientes, pois eles podem ser policiais. Os clientes têm o mesmo medo.

No início da campanha, a polícia de Dongguan anunciou que eles haviam inspecionado quase 2.000 locais de entretenimento na cidade, definindo 39 deles como "locais amarelos" (na China, amarelo é uma gíria para erótico) e prendendo 162 pessoas. Nos primeiros seis dias, de acordo com o site do Ministério de Segurança, mais de 2.400 locais amarelos foram fechados em todo o país, 73 redes de prostituição foram fechadas e mais de 500 pessoas foram detidas.

A indústria do sexo é mais desenvolvida em Dongguan do que em outras cidades chinesas, segundo estudiosos, prostitutas locais e o programa da China Central Television.

"Não acho que Dongguan tenha mais prostitutas ou as mais caras, mas a cidade definitivamente possui a indústria do sexo mais avançada e madura", argumentou Ai Xiaoming, acadêmico da Universidade de Zhongshan em Guangzhou, a capital da província.

Nos clubes ao longo da faixa leste do centro, conhecida como Rua dos Bares, os negócios são inexistentes.

"Em Dongguan, duas de cada cinco pessoas perderão seus empregos se a situação não voltar ao normal", disse Lin Yadong, gerente de uma casa noturna. Ela garantiu que os clientes vinham para beber, jogar dados e ouvir música, e não para pagar por sexo.

Em um clube concorrente, um contador que deu apenas o nome de Huang disse que a repressão era um "sofrimento real – ninguém sabe se vai para casa, permanece aqui ou vai para algum outro lugar procurar trabalho".

"O governo está tentando descobrir o que fazer com a indústria", acrescentou ele. "Eles estão embaralhando as cartas"

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.