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Entre a música e o linfoma

  • PorPor LARRY ROHTER
  • 24/08/2014 21:08
Robi Draco Rosa canta nos idiomas inglês, espanhol e português | Omar Cruz
Robi Draco Rosa canta nos idiomas inglês, espanhol e português| Foto: Omar Cruz

A cerimônia de entrega dos Latin Grammy, em novembro passado, pareceu representar a coroação de uma volta por cima triunfal para Robi Draco Rosa.

O cantor, compositor, guitarrista e produtor porto-riquenho recebeu o Grammy de álbum do ano por "Vida", cantou o sucesso "Más y Más" com Ricky Martin, seu antigo colega no Menudo, e, pelo que a plateia sabia, estava finalmente livre do câncer que tinha sido diagnosticado em 2011.

Mas quando a cerimônia do Grammy em língua inglesa aconteceu em Los Angeles, no final de janeiro, a situação já tinha mudado. Draco Rosa voltou a vencer em sua categoria, a de melhor álbum pop latino. Mas já tinha anunciado algo que, em novembro, apenas ele sabia: que o câncer, um linfoma não-Hodgkin, tinha voltado, e que ele teria que adiar a criação de seu próximo álbum para se concentrar em recuperar sua saúde.

Desde que começou na música, mais de 30 anos atrás, Draco Rosa é conhecido por não gostar de ficar parado. Às vezes se apresenta sobre o palco, mas em outros momentos prefere trabalhar no segundo plano, como produtor ou compositor. Ele compõe para piano e guitarra, toca os dois instrumentos e se movimenta com tranquilidade entre o inglês, o espanhol e o português.

Nascido com o nome Robert Rosa Suárez, Draco, que hoje tem 45 anos, viveu em Long Island até os 8 anos, quando sua família voltou para Porto Rico. Aos 13 anos ingressou na "boy band" Menudo, então no auge da fama.

"Estávamos em Orlando. Os caras iam para o Disney World, mas eu ficava no hotel" com a direção e a equipe de produção da banda, ele contou, lembrando os tempos do Menudo. "Sentia que era o começo de alguma coisa bonita, tipo ‘uau, é assim que eles compõem, é assim que se trabalha’."

Depois de sair do Menudo, Draco foi parar no Brasil e virou cantor em português. Mas não demorou a se cansar disso também. Reapareceu em Los Angeles como vocalista da banda de rock Maggie’s Dream, cantando em inglês. A banda fez um CD e partiu em turnê com o Fishbone e Faith No More. Mas, depois de uma passagem numa clínica de reabilitação por dependência de drogas e álcool, Draco assinou contrato com a Sony como artista solo, cantando e compondo em espanhol.

Seus álbuns geralmente tinham vendas respeitáveis. Mas o grande impacto deles foi concentrado sobre o movimento Rock en Español, então emergente em toda a América Latina. Foi o caso especialmente do CD "Vagabundo".

No final dos anos 1990, quando Ricky Martin decidiu fazer um disco pop em inglês, procurou seu antigo colega de banda.

"Ricky Martin" e o CD seguinte, "Sound Loaded", venderam mais de 20 milhões de cópias cada um em todo o mundo. Draco Rosa ganhou crédito de compositor ou produtor em 11 das 14 faixas do primeiro CD, incluindo "Livin’ la Vida Loca", e em oito das 15 faixas do segundo, entre as quais "She Bangs".

Rosa também produziu e compôs discos de sucesso para Julio Iglesias e a cantora porto-riquenha Ednita Nazario. Depois disso, viajou em turnê com Ricky Martin, mas não demorou a desistir.

"Sou bom nisso", ele admitiu. "Tinha deixado de ser divertido. Não era mais interessante."

Em 2013, numa onda de inspiração, Draco compôs 15 canções, e elas vão compor a maior parte do material que ele espera gravar em seu próximo álbum, quando sua saúde o permitir. Ele quer gravar o álbum nas montanhas de Porto Rico, para onde pretende mudar-se com sua mulher, a atriz Angela Alvarado.

"Estou tentando voltar para o estado de alegria", ele disse recentemente.

"Quero completar o círculo, voltar para onde eu estava quando era jovem, reconquistar aquele estado de paz."

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