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ciência & tecnologia

Pica-paus assumem riscos pela higiene

  • PorNatalie Angier
  • The New York Times
  • 06/07/2015 22:00
Como diferentes espécies mantêm ninhos e colmeias saudáveis | Andrew Rae/The New York Times
Como diferentes espécies mantêm ninhos e colmeias saudáveis| Foto: Andrew Rae/The New York Times

Os pica-paus do norte (Colaptes auratus) têm uma divisão peculiar para o trabalho doméstico. Entre essas aves, os machos são donos de casa mais dedicados que suas parceiras, segundo um novo relatório sobre seus hábitos de higiene publicado na revista “Animal Behavior”.

Os pesquisadores já sabiam que essas aves, como muitos pica-paus, são uma espécie com papel sexual invertido. Os pais passam mais tempo que as mães incubando os ovos e alimentando os filhotes. Agora, os cientistas descobriram que os cuidados paternos também se estendem à higiene do ninho: quando um filhote faz sujeira, geralmente é o pai quem recolhe o presente indesejado e o coloca longe de casa.

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“Isso remove os micróbios e odores que poderiam atrair predadores e deixa o ninho muito mais limpo”, disse Elizabeth Gow, bolsista de pós-doutorado na Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e autora do estudo.

O trabalho reflete um crescente interesse em como, por que e em que condições os animais tentam se manter limpos, descartar a sujeira e se livrar de excreções.

Muitos animais seguem regras rígidas para separar o alimento do excremento e evitar a contaminação. Pesquisadores já identificaram membros de colmeias de abelhas especializados em remover cadáveres e localizaram quartos de toilette exclusivos entre ratos-toupeiras africanos.

Entre os chimpanzés, a higiene muitas vezes serve como propulsor da evolução cultural. Primatologistas descobriram que diferentes populações do símio possui diferentes hábitos higiênicos.

Chimpanzés das florestas da Tailândia e da Costa do Marfim costumam pegar carrapatos ou parasitas dos pelos de companheiros e esmagá-los em seus antebraços. Já chimpanzés da floresta de Budongo, em Uganda, preferem colocar os frutos da catação sobre uma folha para examiná-los e então decidir se os chupa-sangues são seguros para comer ou devem ser esmagados e jogados fora.

Um trabalho sanitário sério pode ser demorado e perigoso, como revelou o novo estudo dos pica-paus. Os filhotes depositam seus excrementos em sacos fecais, em que a sujeira é contida em um revestimento externo gelatinoso “como um balão de água”, disse Gow. “Isso facilita a remoção do ninho.”

As pequenas aves podem ser prodigiosas na fabricação desses sacos. Os pais humanos geralmente trocam de 50 a 80 fraldas por semana de seus bebês. Já os pica-paus removem o mesmo número de sacos fecais por dia e, a cada vez, afastam-se cerca de 90 metros do ninho para o descarte. Com isso, arriscam-se a encontrar predadores como os falcões.

Gow determinou que os pais pica-paus realizam cerca de 60% das saídas sanitárias, gastando até uma hora por dia nessa tarefa. Só no caso da morte prematura da parceira eles permitem que os sacos se amontoem. “Quando eles estão realmente estressados”, disse Gow, “e devem escolher entre remover sacos fecais ou alimentar os filhotes, eles alimentam os filhotes.”

A boa higiene é uma questão de contexto.

Luigi Pontieri e seus colegas da Universidade de Copenhague estudam a formiga-faraó.

Diferentemente da maioria das formigas, as faraós não constroem ninhos estruturados ou defendem o território. “Elas vivem onde for possível, em lugares que outras formigas evitam”, disse.

Os pesquisadores descobriram que os insetos pareciam resistir a doenças utilizando uma espécie de programa de férias. Como relataram os pesquisadores na revista “PLOS One”, quando as formigas tinham a opção entre aninhar-se em terra limpa ou terra cheia de cadáveres de formigas-faraós mortas por doença fungal, as formigas preferiam conviver com as mortas.

“Acreditamos que as formigas procuram ativamente pequenas doses do patógeno”, disse Pontieri. “Pode ser uma maneira de se imunizar contra a doença capaz de matá-las.”

Já as toupeiras africanas constroem banheiros. Quando um deles fica cheio demais, disse Chris G. Faulkes, da Universidade Queen Mary em Londres, as operárias “o preenchem, selam e fazem um novo”.

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