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O contestado presidente do Egito, Hosni Mubarak, tomou passos em direção à democracia nesta terça-feira , em outra tentativa de contentar os manifestantes que protestam contra o governo. Mubarak emitiu um decreto formando um comitê para monitorar mudanças constitucionais antes das eleições de setembro no país, disse o vice-presidente, Omar Suleiman. "O presidente também encarregou o primeiro-ministro com a tarefa de formar um comitê para implementar decisões tomadas pelos partidos para o diálogo nacional", disse Suleiman em um breve anúncio televisionado.

O vice-presidente começou a se reunir com representantes de partidos políticos - incluindo a Irmandade Muçulmana -, mas não com alguns dos grupos que protestam nas ruas do país. A intenção dessas reuniões é traçar planos para uma transição democrática.

Mubarak já prometeu não tentar a reeleição em setembro, mas se recusa a renunciar imediatamente. Os oposicionistas argumentam que nenhuma eleição será justa sob a atual Constituição do país.

Oposição mantém pressão sobre Mubarak no 15º dia de crise

O contestado presidente do Egito, Hosni Mubarak, tomou passos em direção à democracia hoje, em outra tentativa de contentar os manifestantes que protestam contra o governo. Mubarak emitiu um decreto formando um comitê para monitorar mudanças constitucionais antes das eleições de setembro no país, disse o vice-presidente, Omar Suleiman. "O presidente também encarregou o primeiro-ministro com a tarefa de formar um comitê para implementar decisões tomadas pelos partidos para o diálogo nacional", disse Suleiman em um breve anúncio televisionado.

O vice-presidente começou a se reunir com representantes de partidos políticos - incluindo a Irmandade Muçulmana -, mas não com alguns dos grupos que protestam nas ruas do país. A intenção dessas reuniões é traçar planos para uma transição democrática.

Mubarak já prometeu não tentar a reeleição em setembro, mas se recusa a renunciar imediatamente. Os oposicionistas argumentam que nenhuma eleição será justa sob a atual Constituição do país. Enquanto isso, milhares de egípcios se concentravam novamente hoje na Praça Tahrir, no Cairo, no início da terceira semana de protestos contra o regime de Mubarak, de 82 anos, no poder desde 1981. As informações são da Dow Jones.

Milhares de manifestantes continuavam nesta terça-feira (8) acampados na Praça Tahrir, no centro Cairo, exigindo a renúncia do presidente do Egito, Hosni Mubarak.

O país continuava em um impasse, no 15º dia de protestos contra o regime de Mubarak, no poder há 30 anos.

Dois dias após o início formal da negociação com os vários grupos da oposição egípcia, o governo fez concessões, consideradas insuficientes.

Na praça, manifestantes dormiam em barracas, muitos deles perto dos tanques do Exército posicionados nos acessos à praça.

Uma grande faixa com a frase "O povo exige o fim do regime" permanece no local. A praça, um cruzamento de avenidas normalmente congestionado pelos engarrafamentos, virou uma área de pedestres.Reformas constitucionais

O presidente Mubarak criou uma comissão para reformar a Constituição, anunciou nesta terça (8) o vice-presidente Omar Suleiman.

A criação havia sido acertada durante reunião entre governo e oposição dois dias antes.

Suleiman também disse que o Egito tem um plano e um cronograma para a transferência pacífica de poder. Ele reiterou que o governo não perseguirá manifestantes que pediram a queda do presidente.

"O presidente recebeu bem o consenso nacional, confirmando que estamos colocando nossos pés no caminho certo para sairmos da crise atual", disse o vice na TV estatal após encontro com Mubarak.

Na segunda, o governo anunciou um aumento de 15% nos salários do funcionalismo e nas aposentadorias. Mais cedo, o novo gabinete ministerial - em sua primeira reunião completa - prometeu investigar casos de fraude eleitoral e corrupção no serviço público.

O ministro das Finanças, Samir Radwan, disse que os aumentos vão custar US$ 960 milhões e vão valer a partir de abril, para mais de 6 milhões de pessoas.

No passado, o funcionalismo público foi um dos pilares de sustentação do regime, mas ele ficou minado por conta das recentes crises financeiras.

O governo e as forças armadas tentavam fazer o país, o mais populoso do mundo árabe, a voltar ao trabalho.

Os bancos reabriram no domingo, e a Bolsa de Valores deve reabrir no próximo dia 13.

O toque de recolher, que vigora desde 28 de janeiro, foi encurtado em uma hora nesta segunda, e agora vale de 20h às 6h.

A Irmandade Muçulmana, importante força de oposição e um dos grupos que se reuniu com autoridades governantes no final de semana, anunciou que as reformas propostas por Mubarak são "insuficientes". "As demandas são ainda as mesmas. O governo não respondeu à maioria deles, apenas a algumas e de forma superficial", disse Essam al-Aryane, um dirigente da Irmandade.

Com alguns egípcios ansiosos por um retorno à normalidade, o governo alertou sobre os danos à estabilidade econômica e à economia que vão decorrer do prolongamento dos protestos, que abalaram o Oriente Médio e abriram um novo capítulo na história moderna do Egito.Obama está "confiante"

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta segunda que viu progressos na negociação iniciada na véspera.

Diretor do Google é solto

Um diretor egípcio do Google, detido durante as manifestações, foi libertado nesta segunda-feira.

Wael Ghoneim, chefe de mercado do Google para o Oriente Médio e África, segundo seu perfil na rede social para profissionais LinkedIn, não havia dado notícias suas desde 28 de janeiro, depois de uma gigantesca manifestação no Cairo, declarou seu irmão ao jornal "Wall Street Journal".

A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional expressou no domingo sua preocupação com a possibilidade de que Ghoneim fosse torturado durante sua prisão.

Segundo a Anistia, que citava testemunhos oculares, Wael Ghoneim foi detido por homens à paisana, provavelmente membros dos serviços de segurança egípcios, durante as manifestações.

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