Atualizado em 07/02/2007, às 19h26
Uma carta-bomba explodiu nesta quarta-feira na agência que cuida da emissão de carteiras de motorista na Grã-Bretanha, no terceiro incidente do tipo no país em três dias. Uma mulher ficou ferida. Nas últimas três semanas, sete cartas-bomba foram recebidas no país, deixando seis feridos. A polícia pediu que a população fique bastante alerta a pacotes suspeitos.
Equipes de emergência foram chamados ao Serviço de Licenciamento de Veículos e Motoristas (DVLA, na sigla em inglês), em Swansea, no País de Gales.
A direção da DVLA divulgou que a mulher ferida lidava com o correio da empresa.
Esta semana foram registradas explosões em duas outras empresas ligadas ao serviço público: uma responsável por cobrar taxa de circulação pelo centro de Londres e outra, em Wokingham, por cobrar multas por excesso de velocidade. Três pessoas ficaram feridas nos incidentes. Londres, Wokingham e Swansea ficam na mesma longitude.
Desde a primeira explosão, na segunda-feira, a Scotland Yard está tratando o caso como uma de suas prioridades. Agentes ainda não têm pistas substanciais e não conseguiram provas para ligar os episódios. A possibilidade de ataque terrorista não está afastada.
- Naturalmente, estes incidentes são preocupantes. É importante que permitamos que a polícia prossiga com as investigações sem exagerarmos em especulações - disse o secretário do Interior britânico, John Reid.
O jornal londrino "Daily Mail" afirmou, citando policiais, que os ataques podem ter sido perpetrados por um "motorista militante".
Capitão Gatso, como é conhecido um militante contra as câmeras que flagram o excesso de velocidade no país, disse que sua organização, a Motoristas contra a Detecção, não está envolvida no caso.
O Exército Republicano Irlandês (IRA) foi o pioneiro no uso de cartas-bomba como tática terrorista no começo dos anos 70, como parte de sua campanha para separar a Irlanda do Norte da Grã-Bretanha. O grupo rebelde costumava atacar escritórios do governo.







