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MDMA

Nova Zelândia aprova uso do princípio ativo do ecstasy para tratar estresse pós-traumático

Nova Zelândia se torna o segundo país no mundo a autorizar o uso farmacológico do MDMA, princípio ativo do ecstasy (Foto: EFE/EPA/TIL BUERGY)

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A Nova Zelândia autorizou nesta sexta-feira (4) dois psiquiatras a prescreverem MDMA, o mesmo princípio ativo do ecstasy, de grau farmacêutico a pacientes com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), uma decisão que abre caminho para o uso terapêutico controlado desta substância psicodélica no tratamento de experiências traumáticas.

A autorização foi concedida pelo órgão regulador de medicamentos da Nova Zelândia, o Medsafe, e foi recebida com satisfação pelo ministro associado da Saúde, David Seymour, que destacou o potencial do MDMA como parte de terapias assistidas por psicodélicos.

"O TEPT arruína vidas e é difícil de tratar. O MDMA pode ser muito eficaz para tratá-lo por meio de terapia assistida por psicodélicos", afirmou Seymour em comunicado divulgado pelo governo neozelandês.

A autorização limita-se, por enquanto, a dois psiquiatras, que deverão comprovar experiência no manuseio da substância e seguir protocolos específicos para a administração do tratamento.

Os pacientes serão avaliados individualmente e o MDMA será administrado na clínica do especialista como parte de um plano terapêutico integral. O governo enfatizou que os pacientes não poderão levar o fármaco para casa.

A medida torna a Nova Zelândia o segundo país a autorizar este tipo de tratamento para o TEPT, atrás apenas da Austrália, que em 2023 permitiu o uso de MDMA e psilocibina - composto psicodélico encontrado naturalmente em algumas espécies de fungos - em determinados contextos clínicos.

O anúncio amplia ainda uma política iniciada pela Nova Zelândia em 2025, quando o país autorizou um psiquiatra experiente a prescrever psilocibina a pacientes com depressão resistente a outros tratamentos.

O governo neozelandês apontou que as mudanças regulatórias buscam facilitar o acesso a tratamentos inovadores sem abrir mão das salvaguardas necessárias para sua administração segura.

O uso do princípio ativo do ecstasy não foi aprovado pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), sob a justificativa de falta de provas de segurança. O MDMA também é proibido no Brasil e se enquadra na Lista F2 (psicotrópicos) da Anvisa.

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