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Presença estratégica

Nova Zelândia quer maior presença dos EUA no Pacífico em meio ao avanço da China

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O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters. (Foto: Claudio Bresciani/EFE/EPA)

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O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, defendeu nesta segunda-feira (21) uma presença maior dos Estados Unidos no Pacífico diante do aumento das tensões militares e da disputa por influência na região, onde a China vem ampliando suas operações navais e realizando testes de armamentos.

Em discurso no Instituto de Assuntos Internacionais da Nova Zelândia, Peters afirmou que o cenário de segurança no Pacífico mudou e citou os testes de mísseis realizados com pouco aviso prévio, exercícios militares cada vez mais ao sul e o avanço do crime organizado transnacional.

Embora não tenha mencionado Pequim diretamente ao listar esses episódios, parte das preocupações apresentadas pelo chanceler está relacionada a ações recentes das Forças Armadas chinesas na região.

“Os Estados Unidos são uma potência do Pacífico, e precisamos de uma América engajada no Pacífico em apoio à prosperidade e à segurança regional”, afirmou Peters.

O pedido ocorre em um momento de crescente preocupação de Wellington com a atividade militar chinesa. Em julho, a China realizou um teste de míssil balístico de longo alcance no Pacífico Sul e comunicou alguns governos da região poucas horas antes do lançamento.

Peters criticou o episódio na ocasião e afirmou que os países do Pacífico não queriam que a região se transformasse em área de testes para capacidades militares de grandes potências.

A questão também chegou ao Fórum das Ilhas do Pacífico neste mês. Durante a reunião do grupo, líderes regionais defenderam que países responsáveis por testes de mísseis balísticos intercontinentais comuniquem os governos afetados com pelo menos 24 horas de antecedência.

A preocupação da Nova Zelândia, porém, não se limita aos testes de mísseis. Em 2025, navios militares chineses realizaram exercícios com munição real no Mar da Tasmânia, entre a Austrália e a Nova Zelândia. O treinamento levou aeronaves comerciais a mudar suas rotas e provocou questionamentos de Wellington sobre o prazo dado por Pequim para alertar sobre a atividade.

Desde então, o governo neozelandês vem defendendo maior coordenação entre os países do Pacífico e seus parceiros tradicionais, entre eles os Estados Unidos.

Neste mês, Washington, Wellington e as Ilhas Cook anunciaram um projeto conjunto para modernizar o porto de Penrhyn, no sul do Oceano Pacífico. Os Estados Unidos pretendem investir US$ 50 milhões na iniciativa, enquanto a Nova Zelândia anunciou uma contribuição de aproximadamente US$ 10 milhões. Peters citou o projeto como exemplo do tipo de participação americana que seu governo gostaria de ampliar na região.

A disputa por influência no Pacífico cresceu nos últimos anos com a aproximação da China de pequenos países insulares e a assinatura de acordos econômicos, diplomáticos e de segurança. Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia passaram, em resposta, a ampliar investimentos e iniciativas de cooperação com esses governos.

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