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Violência

Nove policiais chechênios morrem em motim na Inguchétia

Outros policiais foram feridos gravemente. Militantes atacaram um comboio das tropas de Kadyrov neste sábado

Nove policiais chechênios enviados para reprimir um motim na vizinha república da Inguchétia foram mortos no sábado (5), a agência Interfax revelou, intensificando o ciclo de violência na região.

O líder chechênio Ramzan Kadyrov determinou que suas tropas atravessassem a fronteira para a Inguchétia para vingar o ataque suicida a bomba contra o representante do Kremlin na região, o líder Yunus-Bek Yevkurov, que está lutando por sua vida no hospital.

Os militantes atacaram um comboio das tropas de Kadyrov no sábado, disparando com armas automáticas e granadas em um dos ataques mais violentos na região do Norte do Cáucaso nos últimos anos.

O ministro do interior da Chechênia, Ruslan Alkhanov, prometeu retribuir o ataque.

O número de mortos pode chegar a 10, já que outros policiais foram feridos gravemente. Os carros do comboio, que carregavam 35 militares, foram abandonados em chamas enquanto as tropas chechênias tentaram retornar fogo nas florestas próximas.

O ataque suicida de 22 de junho contra o líder da Inguchétia levou o presidente russo Dmitry Medvedev a determinar que Kadyrov procurasse pelos militantes da Inguchétia, a primeira permissão para uma operação fora da Chechênia.

As duas regiões ficam no Norte do Cáucaso no sudeste da Rússia, onde o Kremlin está enfrentando uma revolta que se intensificou nos últimos meses, com ataques a autoridades de segurança locais.

"Nós não vamos ter prisioneiros, nós vamos destruí-los. Enquanto eles existirem haverá sangue", disse Kadyrov à Reuters após receber permissão para cruzar a fronteira.

As táticas severas de Kadyrov trouxeram estabilidade relativa à Chechênia desde que ele chegou ao poder em 2007 mais de uma década depois da guerra. Mas, seus colegas falharam em acabar com a violência no Daguestão e Inguchétia.

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