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Presidente do Comitê de Inteligência da Câmara de Deputados, Adam Schiff
Presidente do Comitê de Inteligência da Câmara de Deputados, Adam Schiff| Foto: Brendan Smialowski/AFP

O Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (26) a denúncia de um funcionário da inteligência americana que está no centro do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. O documento afirma que o presidente usou seu cargo para obter ganhos pessoais e que funcionários não identificados da Casa Branca tentaram esconder esse fato.

"No curso de minhas funções oficiais, recebi informações de vários funcionários do governo dos EUA de que o Presidente dos Estados Unidos está usando o poder de seu cargo para solicitar interferência de um país estrangeiro nas eleições de 2020 nos EUA", escreveu o denunciante em uma queixa datada de 12 de agosto. "Essa interferência inclui, entre outras coisas, pressionar um país estrangeiro a investigar um dos principais rivais políticos domésticos do presidente. O advogado pessoal do presidente, Sr. Rudolph W. Giuliani, é uma figura central nesse esforço. O procurador-geral (William) Barr parece estar envolvido também".

"Nos dias seguintes ao telefonema, soube de várias autoridades americanas que altos funcionários da Casa Branca intervieram para" bloquear "todos os registros do telefonema, especialmente a transcrição palavra por palavra da ligação que foi produzida - como é habitual - na Sala de Situação da Casa Branca", afirma a queixa. "Esse conjunto de ações enfatizou para mim que os funcionários da Casa Branca entenderam a gravidade do que aconteceu na ligação".

O denunciante continua dizendo que foram informados por funcionários não identificados da Casa Branca que foram instruídos por advogados da Casa Branca "a remover a transcrição eletrônica do sistema de computador no qual essas transcrições são tipicamente armazenadas".

Como as autoridades lidaram com a denúncia

Essa queixa tornou-se um assunto de alta prioridade entre as agências governamentais sobre como ela deveria ser tratada. Enquanto o inspetor-geral procurava alertar o Congresso para a preocupação, os advogados do Escritório de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça concluíram que o documento não deveria ser compartilhado com o Congresso. O Departamento de Justiça decidiu que não era uma denúncia adequada, porque envolvia a conduta do presidente, que não é funcionário das agências de inteligência.

Em vez disso, a denúncia foi transmitida à Divisão Penal do Departamento de Justiça no final de agosto, como uma possível violação das leis de financiamento de campanhas. Depois de analisar o assunto por várias semanas, funcionários do Departamento de Justiça concluíram que a lei não havia sido violada e fecharam a ocorrência sem abrir uma investigação formal.

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