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Oriente Médio

Obama dá novo tom às relações com o Islã

Numa entrevista para o canal árabe Al-Arabya, presidente dos EUA diz que seu país não é inimigo do mundo islâmico

Obama caminha até o Salão Oval após retornar do Capitólio, onde tentou pressionar os republicanos a aprovarem o seu pacote de estímulo fiscal de US$ 825 bilhões | Saul Loeb/AFP
Obama caminha até o Salão Oval após retornar do Capitólio, onde tentou pressionar os republicanos a aprovarem o seu pacote de estímulo fiscal de US$ 825 bilhões (Foto: Saul Loeb/AFP)
Veja os principais trechos da entrevista de Obama |

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Veja os principais trechos da entrevista de Obama

Washington - Num gesto simbolicamente importante, Barack Obama escolheu a emissora Al-Arabya, de língua árabe e voltada para a comunidade muçulmana, para dar sua primeira entrevista como presidente na Casa Branca. Fez isso momentos antes de seu novo enviado especial ao Oriente Médio, George Mitchell, partir em sua primeira missão de paz à região (leia mais na página 2).

O tom da conversa foi conciliatório, uma ruptura em relação ao discurso belicoso de seu antecessor, George W. Bush. "Meu trabalho com o mundo muçulmano é comunicar que os americanos não são seu inimigo'', disse Obama, que confirmou que falará à comunidade a partir de uma capital muçulmana, embora tenha se recusado a dizer qual e quando.

Sobre o Irã, afirmou que o país apoiou organizações terroristas "no passado''. Sobre Israel, afirmou que não deixará de ser um aliado forte dos EUA, mas que o país está disposto a fazer sacrifícios e que ele espera a criação de um Estado palestino, embora tenha se recusado a dar prazo para que isso aconteça. Disse ainda que sua principal recomendação a Mitchell foi a de ouvir, "porque com demasiada frequência os EUA começam por ditar.''

Bush havia falado à rede em 2004, após o escândalo da prisão iraquiana de Abu Ghraib, e em 2007, mas o teor das conversas foi outro. Ao escolher a emissora para sua primeira entrevista entre milhares de veículos de comunicação locais e internacionais, Obama reforça o recado de mudança de rumo na chamada "guerra ao terror''.

Na entrevista, Obama chegou até a comentar sua relação familiar com os muçulmanos, tabu durante a campanha – em um dos últimos comícios, a campanha democrata mandou retirar duas muçulmanas que vestiam burcas na arquibancada atrás do palco em que o então candidato falaria, para que não aparecessem na tevê.

"Tenho muçulmanos em minha família'', disse o presidente, cujo nome do meio é Hussein, referindo-se a parte da família de seu pai e de seu padrasto que seguem a religião – Obama é cristão. "Já vivi em países muçulmanos'', completou, sobre o fato de ter passado parte da infância na Indonésia.

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