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Fim de viagem

Obama fala em ajudar salvadorenhos

Presidente Obama é recebido por estudantes durante visita a El Salvador | Kevin Lamarque/Reuters
Presidente Obama é recebido por estudantes durante visita a El Salvador (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

San Salvador - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu ontem, durante visita a El Salvador, uma cooperação maior com os países da América Central, onde as políticas norte-americanas de combate ao crime e à imigração, além de outras questões, têm grande impacto sobre populações que dependem amplamente do vizinho do norte. O giro de Obama pela América Latina, no entanto, acabou ofuscado pelos bombardeios promovidos por uma coalizão militar integrada pelos EUA e diversos de seus aliados contra a Líbia.

Falando em El Salvador, última parada de um giro por três países latino-americanos que antes o levou ao Brasil e ao Chile, Obama prometeu trabalhar na intensificação do comércio e do crescimento econômico, no combate ao narcotráfico e na criação de oportunidades para que as pessoas da região tenham oportunidade de emprego em seus próprios países "e não sintam que têm que ir para o norte para conseguir sustentar suas famílias".

"Os Estados Unidos farão sua parte", prometeu o presidente norte-americano em entrevista coletiva concedida ao lado de seu homólogo salvadorenho Mauricio Funes, que agradeceu a Obama pela atenção a uma região muitas vezes ignorada pela superpotência.

Na visita, Obama anunciou uma nova parceria de US$ 200 milhões com El Salvador para fazer frente à guerra entre gangues de narcotraficantes que levaram a um aumento acentuado de homicídios neste e em outros países da América Central.

O giro de cinco dias pela América Latina acabou ofuscado pelos bombardeios contra a Líbia. Pouco antes do início da coletiva, a Casa Branca anunciou que Obama deixaria El Salvador e retornaria aos EUA horas antes do previsto nesta quarta-feira.

Na coletiva, Obama também falou sobre a Líbia e disse "não ter dúvidas" de que os EUA transferirão o controle das operações militares para uma coalizão internacional dentro de alguns dias. Obama e outros funcionários norte-americanos têm afirmado que a participação norte-americana será gradualmente reduzida.

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