
Haia, Holanda - O general Omar al-Bashir chegou ao poder no Sudão com um golpe de Estado. Em 30 de junho de 1989, apoiado pela Frente Islâmica Nacional, partido de seu ex-mentor Hassan al-Turabi, que se tornou mais tarde seu maior inimigo, ele tirou do governo Sadek el-Mahdi, que havia sido eleito democraticamente.
Nascido em 1944 em uma família rural de Hoshe Bannaga, a 100 km ao norte de Cartum, Al Bashir sempre foi fascinado pela carreira militar. Ele galgou rapidamente as etapas da carreira e serviu ao lado do Exército egípcio no conflito entre israelenses e árabes de 1973.
Após o golpe de 1989, na companhia de Hassan al-Turabi, exerceu seu poder através de um Conselho de Comando da Revolução (RCC) e de um governo de saúde nacional, formado por jovens oficiais.
Em 1993, dissolveu o RCC e se autoproclamou presidente da República. Acumulou todas as funções, antes de ser eleito pela primeira vez em 1996, em uma eleição amplamente criticada.
O regime acolheu durante cinco anos o chefe da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, antes de expulsá-lo sob pressão dos Estados Unidos.
Em 1999, suas relações com Hassan al-Turabi começam a desandar e al-Turabi foi detido de 2001 a 2003.
Em 2005, ele surpreendeu ao fazer um pacto com os rebeldes do sul e abrir caminho para um processo democrático. Apesar disso, o Sudão enfrenta há mais de cinco anos o conflito em Darfur, pelo qual diversos membros de seu regime são acusados de crime de guerra.
Nacionalista, Bashir se recusou a enviar ao TPI os acusados de crimes de guerra em Darfur, sob a afirmação de que não permitiria jamais que um sudanês fosse julgado por um tribunal estrangeiro.



