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Enfermeiros franceses cuidam de pacientes infectados pelo novo coronavírus em um trem de alta velocidade TGV adaptado, 29 de março de 2020
Enfermeiros franceses cuidam de pacientes infectados pelo novo coronavírus em um trem de alta velocidade TGV adaptado, 29 de março de 2020| Foto: Alexandre MARCHI / POOL / AFP

O comando da Organização Mundial de Saúde (OMS) defendeu que a transição para o fim da quarentena em meio à pandemia de coronavírus exige um método que inclui testes na população para se descobrir e controlar a disseminação do vírus, isolando os doentes. Durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, a entidade foi questionada sobre a melhor solução para, após o pico da pandemia, os governos organizarem a volta ao normal das atividades.

Diretor executivo da OMS, Mike Ryan afirmou que o fim da quarentena pode ter de ser feito em etapas. A cada uma delas, as autoridades terão de continuar a testar a população para ver como a doença se dissemina e, a depender desse ritmo, avançar ou não no relaxamento das quarentenas, comentou. Além disso, Ryan enfatizou a importância de haver leitos livres nesse momento para receber os novos casos que fatalmente surgirão. "É preciso avaliar as pessoas testadas e projetar cenários" para a saída da quarentena.

A OMS disse também que alguns modelos epidemiológicos apontam que existem muitas contaminações por coronavírus ainda não detectadas, por isso a importância de se testar a população para conseguir um retrato mais preciso do problema. No quadro atual, a entidade lembrou que é um "risco" se realizar reuniões públicas de pessoas, por isso a OMS está em contato com lideranças religiosas para desaconselhar essas práticas, no momento.

Ryan mencionou ainda o fato de que muitos países no mundo não estão em "lockdown", mesmo em áreas com risco de disseminação maior da doença. A OMS diz que incentiva a restrição da mobilidade nesses casos, embora também tenha lembrado que nos países mais pobres há mais dificuldades para se levar adiante tal estratégia. De qualquer modo, a OMS afirmou, sem entrar em detalhes, que é preciso nesses casos ver como conduzir essas restrições.

Uso de máscaras

O Diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom afirmou nesta segunda-feira que a pandemia de coronavírus "continua a provocar um grande impacto sobre famílias, comunidades e nações pelo mundo". Durante entrevista coletiva, a autoridade ressaltou a importância da união no combate ao problema e da solidariedade.

Tedros Adhanom voltou a tocar na questão do uso de máscaras, que tem dividido alguns especialistas. Ele disse que a diretriz da OMS é que a prioridade para o uso das máscaras médicas é para o pessoal da saúde, bem como para os doentes e seus cuidadores. De acordo com o diretor-geral da OMS, o uso de máscaras especializadas pela população geral pode levar à falta desses insumos para profissionais da saúde.

No caso dos países que têm máscaras suficientes, porém, pode haver o uso na população em geral, comentou, acrescentando que a OMS estava divulgando diretrizes atualizadas sobre o tema, para ajudar a embasar as decisões dos governos. Adhanom defendeu, de qualquer modo, que os países façam testes sobre a eficiência desse uso e lembrou que a máscara não substitui a importância de outras medidas - como o distanciamento social e o reforço na higiene, sobretudo na lavagem das mãos.

A teleconferência virtual contou ainda com a participação de Lady Gaga. A artista enfatizou a importância da união no combate ao problema e comentou que tem apoiado o fundo da OMS contra a covid-19.

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