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TENSÃO

ONU prepara novas sanções contra Pyongyang após última "ameaça" nuclear

Reunidos de urgência e a portas fechadas a pedido da Coreia do Sul, EUA e França, os quinze membros do principal órgão de decisão da ONU pactuaram uma declaração de condenação ao regime norte-coreano

O Conselho de Segurança da ONU se uniu nesta terça-feira à condenação unânime da comunidade internacional diante da última "ameaça" da Coreia do Norte, que realizou um novo teste nuclear (o primeiro desde que Kim Jong-un chegou ao poder há quatorze meses), e abriu caminho para novas sanções contra Pyongyang.

Reunidos de urgência e a portas fechadas a pedido da Coreia do Sul, Estados Unidos e França, os quinze membros do principal órgão de decisão da ONU pactuaram após duas horas de negociações uma declaração de condenação ao regime norte-coreano.

"O Conselho de Segurança condena energicamente o último teste, uma violação de anteriores resoluções do Conselho que representa uma clara ameaça para a paz e a segurança internacional", leu diante da imprensa o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Kim Sung-hwan.

Agora, o caminho está aberto para negociações que determinarão o alcance das novas medidas, segundo explicaram à Agência Efe fontes diplomáticas, que afirmaram que qualquer decisão precisa aguardar a posição da China, país com poder de veto e habitual aliado de Pyongyang.

Em todo caso, as mesmas fontes afirmaram que será "questão de tempo" a aprovação de novas sanções, especialmente "de caráter econômico", depois que o Conselho anunciou após a reunião que trabalhará de forma "imediata" para responder ao novo teste com "medidas apropriadas" em forma de uma resolução.

Ao término das consultas, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, disse aos jornalistas que o objetivo agora não é só endurecer as atuais sanções, mas "aumentá-las", e mencionou concretamente que um dos campos abordados será o financeiro.

A Coreia do Norte disse hoje que seu último teste atômico foi um "sucesso" e demonstra "a excelente capacidade do poder dissuasório nuclear" do país. O regime justificou os testes como parte de medidas para se defender da "brutal hostilidade" dos Estados Unidos. EFE

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