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Oriente médio

ONU: trégua no Líbano pode ruir a qualquer momento. Beirute promete rigor

Um dia depois de condenar a incursão israelense no Líbano que resultou em confronto com o Hezbollah em plena trégua, a Organização das Nações Unidas advertiu, neste domingo, que o acordo cessar-fogo que vigora há uma semana pode ruir facilmente. O ministro da Defesa do Líbano, por sua vez, disse que seu país será rigoroso para impedir violações por parte do Hezbollah.

A ONU considerou a incursão israelense uma violação da trégua, como também classificou o governo do Líbano. Israel afirmara que seu objetivo era interromper o fornecimento de armas para a milícia xiita, vindas supostamente do Irã e da Síria - o que, segundo o governo do estado judeu, constituiria numa ação de defesa, permitida pela resolução. O Hezbollah disse que o alvo da operação das forças especiais israelenses era um de seus líderes.

O enviado das Nações Unidas para a região do conflito, Terje Roed-Larsen, disse que a trégua que encerrou 24 dias de guerra havia dado ao governo do Líbano uma chance de ampliar sua autoridade por todo o país. Israel combate a livre atuação da milícia xiita do Hezbollah no Sul do país vizinho, de onde ataca seu território. A guerra custou 1.183 vidas do lado libanês e 157 israelenses.

- Também acreditamos que, infelizmente, estamos na beira de um precipício onde as coisas podem facilmente cair nas próximas semanas e meses - disse o enviado da ONU, em Beirute. - Por isso é tão importante que todas as partes envolvidas exerçam o máximo de moderação nessa situação, para dão ao Exército do Líbano a possibilidade de se posicionar amplamente ao longo das fronteiras e, particularmente no sul, e permitir que a comunidade internacional forneça tropas.

Estima-se que uma força de 30 mil homens seja necessária na pacificação do Sul do Líbano - metade, tropas nacionais; a outra, estrangeira, que a ONU vem tendo dificuldade em arregimentar com rapidez. No sábado, chegaram os primeiros soldados estrangeiros à região (veja fotos). Eles são da França, que está sob pressão crescente por uma participação ampla na força de paz.

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