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Psicologia

Os efeitos incríveis da gratidão

Pesquisadores mostram como o sentimento de mostrar-se agradecido melhora o sono, além de diminuir a ansiedade e a depressão

  • John Tierney, The New York Times
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O ato de cultivar uma “atitude de gratidão” tem sido relacionado por psicólogos a uma saúde me­­lhor, a um sono mais profundo, a menor ansiedade e depressão, a maior satisfação com a vida a longo prazo e a um comportamento mais gentil para com os outros, inclusive parceiros românticos.

Um novo estudo demonstra que sentir-se grato faz com que as pessoas se tornem menos passíveis de ficarem agressivas quando provocadas.

Mas, e se você não for do tipo grato? De acordo com os pesquisadores, comece com uma gratidão “light”. Esse é o termo usado por Robert A. Emmons, da Uni­­versi­­dade da Califórnia, em Da­­vis, para a técnica que ele utilizou em seus experimentos pioneiros conduzidos juntamente com Michael E. McCullough, da Uni­­versidade de Miami.

Eles instruíram as pessoas a manter um diário listando cinco coisas pelas quais elas se sentiam gratas, como a generosidade de um amigo, algo que aprenderam ou um pôr do sol que lhes tenha agradado.

O diário de gratidão era breve – só uma frase para cada uma das cinco coisas – e era preenchido só uma vez por semana, mas após dois meses houve efeitos significativos. Em comparação com o grupo de controle, os indivíduos que mantiveram o diário de gratidão eram mais otimistas e mais felizes. Eles relataram menos problemas físicos e passaram mais tempo se exercitando.

Outros benefícios foram observados num estudo de sobreviventes de poliomielite e outros com problemas neuromusculares. Aqueles que mantiveram um diário de gratidão relataram se sentir mais felizes e mais otimistas do que aqueles no grupo de controle, e esses relatos foram corroborados com observações de seus cônjuges. Essas pessoas gratas também adormeciam mais rapidamente à noite, tinham um sono mais longo e acordavam se sentindo mais renovadas.

“Se você quer dormir melhor, conte seus benefícios em vez de carneirinhos”, aconselha Em­­mons no livro Thanks! (“Obriga­­do!”, em tradução livre), sobre a pesquisa da gratidão.

Mas não confunda gratidão com endividamento. Claro, você pode se sentir obrigado a devolver um favor, mas isso não é gratidão, pelo menos não segundo a definição dos psicólogos. Endivida­­mento é um sentimento mais negativo e não resulta nos mesmos benefícios que a gratidão, que lhe inclina a ser gentil com todos, não somente um benfeitor.

Reação em cadeia

Num experimento da Univer­­sidade Northeastern, Monica Bartlett e David DeSteno sabotaram os computadores de cada participante e armaram para que um outro aluno os consertasse. De­­pois disso, os alunos que haviam sido ajudados eram mais passíveis de se voluntariarem para ajudar outra pessoa – um completo estranho – em alguma tarefa não relacionada. A gratidão promoveu carma bom. E se funciona com estranhos...

Tente com a sua família. Não importa o quão disfuncional ela seja, a gratidão ainda pode funcionar, diz Sonja Lyubomirsky da Universidade de Califórnia, em Riverside.

“Agradeça por cada gesto gentil ou generoso. Expresse sua admiração pelas habilidades ou talentos alheios – usar com destreza uma faca de cozinha, por exemplo. E dê ouvidos de verdade, mesmo quando o seu avô estiver lhe entediando novamente com a mesma história da Segunda Guerra Mundial”, diz.

Tradução de Adriano Scandolara.

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