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A Otan lançou um raro ataque aéreo diurno neste sábado (28) em Trípoli, depois de cinco noites consecutivas de ataques, aumentando a pressão militar e diplomática sobre o líder Muammar Gaddafi para que deixe o poder após 41 anos.

Um grande rugido sacudiu a capital da Líbia no início da manhã, mas não ficou claro se ele foi causado por uma bomba ou um míssil. Nenhuma informação adicional foi liberada.

A Otan bombardeou vários locais na capital, na noite de sexta-feira, informou a televisão estatal da Líbia e o canal de notícias árabe Al Arabiya. A TV líbia disse que os ataques da Otan também causaram "danos humanos e materiais" em Mizda, no sul.

A Rússia se juntou aos líderes ocidentais na sexta-feira ao instar Gaddafi a deixar o governo e se ofereceu para mediar a sua saída, proporcionando um grande impulso para as potências da Otam que pretendem acabar com o longo governo do coronel líbio.

Foi uma mudança fundamental no tom de Moscou, que anteriormente já havia criticado os ataques contra a Líbia, que já duram 10 semanas.

A Otan interveio sob mandato da ONU para proteger os civis das forças de Gaddafi, mas efetivamente auxiliando os rebeldes em sua tentativa de derrubá-lo e acabar com o prospecto de uma longa guerra civil.

A aliança militar disse que estava se preparando para utilizar helicópteros pela primeira vez no país do norte da África, a fim de aumentar a pressão sobre as forças de Khadafi no campo.

"Há sinais crescentes de que está crescendo o impulso dos que lutam contra Gaddafi. Assim, é correto aumentar a pressão militar, econômica e política", disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em uma cúpula na França do Grupo dos Oito países mais ricos.

O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse a Gaddafi, que chegou ao poder em um golpe em 1969, que ele não tinha o direito de governar a Líbia.

"A comunidade internacional não o vê como o líder da Líbia", disse Medvedev a repórteres durante a cúpula, acrescentando que enviará uma delegação à Líbia para iniciar as negociações. No entanto, o presidente russo não divulgou um plano específico para remover o governo de Gaddafi.

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