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Pablo Proaño exige protocolos de saúde para apoiar famílias em luto gestacional

O contato diário com a Palavra de Deus nutre a fé pessoal, impulsionando momentos de introspecção, discernimento e fortalecimento espiritual (Foto: Pixabay / Steve Haselden)

O advogado equatoriano Pablo Proaño, do escritório Dignidad y Derecho, defende a urgência de implementar protocolos de acolhimento em sistemas de saúde para pais que perdem filhos durante a gravidez. A iniciativa surge após a perda de Stefano, filho do presidente Daniel Noboa, ocorrida em 15 de agosto de 2026, fato que gerou discussões insensíveis e falta de empatia nas redes sociais sobre o tema.

O que motiva a crítica sobre a falta de empatia no caso de Stefano?

A morte de Stefano, filho do presidente do Equador, Daniel Noboa, e de sua esposa Lavinia Valbonesi, provocou reações hostis nas redes sociais. O advogado Pablo Proaño destaca que muitos usuários questionaram o uso do termo 'criança' para se referir à perda, preferindo termos técnicos como embrião ou feto, ou alegando que a dor da família deveria ser estritamente privada. Para o especialista, essas atitudes ignoram o impacto psicológico severo que o luto gestacional causa nos pais, que já cultivavam expectativas sociais e psicológicas sobre o bebê, independentemente da idade gestacional.

Como funcionam os chamados protocolos borboleta sugeridos para os hospitais?

Os 'protocolos borboleta' são medidas práticas de sensibilidade hospitalar para acolher mulheres em luto gestacional. O símbolo de uma borboleta é colocado na cabeceira da cama da paciente para alertar toda a equipe médica sobre a situação delicada, simbolizando uma vida breve e frágil. Isso evita que profissionais façam perguntas dolorosas, como questionar onde está o bebê, ou teçam comentários que minimizem a dor, como sugerir que a mãe pode engravidar novamente. O protocolo também defende que essas mulheres fiquem em quartos separados, longe do som e da visão de recém-nascidos.

Quais são as falhas nas leis trabalhistas e de direitos funerários citadas?

No Equador, as famílias enfrentam grandes dificuldades legais. Atualmente, pais que sofrem perda gestacional têm direito a apenas três dias de licença, tempo insuficiente para o processo de luto. Além disso, a lei local não obriga hospitais a entregarem os restos mortais do bebê se a perda ocorrer antes da 22ª semana de gravidez, permitindo que o corpo seja descartado ou doado para pesquisa. Proaño defende que as famílias recebam consentimento informado para decidir o destino dos restos mortais, garantindo o direito de realizar um enterro digno e ter um local para chorar a perda do filho.

Quais mudanças nas políticas públicas são consideradas fundamentais?

O especialista propõe que o Estado assuma a questão como uma necessidade de política pública em três frentes principais. Primeiro, a implementação oficial de protocolos de apoio emocional e médico nos hospitais. Segundo, a reforma das leis trabalhistas para garantir estabilidade e tempo de luto adequado aos pais. Terceiro, o investimento em cuidados preventivos e campanhas de conscientização cultural. O objetivo é mudar a percepção social de que a perda de um não nascido é meramente técnica, promovendo o reconhecimento social da dor de quem perde um filho em qualquer fase da gestação.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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