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Derrota de Trump

Países comemoram com discrição derrubada de tarifas pela justiça dos EUA

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O presidente dos EUA, Donald Trump. (Foto: SAMUEL CORUM/EFE/EPA/POOL)

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Os mais importantes parceiros comerciais dos EUA reagiram com uma comemoração discreta à decisão da Suprema Corte, que considerou nesta sexta-feira (20) ilegais as tarifas aplicadas pelo presidente Donald Trump. Importantes polos comerciais, como a União Europeia, declararam que ainda buscam compreender como fica o cenário após a decisão.

Por maioria de 6 votos a 3, a Corte Máxima dos EUA, que tem maioria conservadora, impôs uma das primeiras grandes derrotas a Trump no segundo mandato.

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“Mantemos contato próximo com o governo dos EUA, buscando esclarecimentos sobre as medidas que pretendem tomar em resposta à decisão”, declarou o porta-voz adjunto da Comissão Europeia, Olof Gill, após a divulgação da decisão, conforme citou a rede Euronews.

Negociada em julho do ano passado pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e pelo presidente Donald Trump, o bloco fechou uma tarifa geral de 15% sobre as exportações da UE, ao mesmo tempo em que reduziu a zero as tarifas para produtos industriais dos EUA, em um acordo considerado favorável a Washington. A Europa também se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em produtos energéticos dos EUA até 2028 e a investir US$ 600 bilhões em setores estratégicos nos EUA.

O Canadá, país do G7 mais afetado pelas tarifas de Trump, comemorou a decisão da mais alta corte americana. O ministro Dominic LeBlanc, responsável por relações comerciais com os EUA, disse em suas redes sociais que "a decisão da Suprema Corte dos EUA fortalece a posição do Canadá de que as tarifas americanas são injustificadas".

Do lado do Reino Unido, um porta-voz do governo britânico afirmou que o país continuará trabalhando com a Casa Branca para entender como a decisão afetará tarifas para o país e todo o resto do mundo.

“Essa é uma questão que cabe aos EUA determinar, mas continuaremos apoiando as empresas britânicas à medida que mais detalhes forem anunciados”, disse o porta-voz, citado pela rede CNBC. “O Reino Unido tem as menores tarifas recíprocas do mundo e, em qualquer cenário, esperamos que nossa posição comercial privilegiada com os EUA seja mantida”, completou.

Câmara de Comércio diz que tema é "complexo"

A Câmara de Comércio Internacional afirmou que muitas empresas receberão bem a decisão, dada o que consideraram uma "pressão significativa" nos balanços patrimoniais dos últimos meses por causa da decisão.

"As empresas não devem esperar um processo simples: a estrutura dos procedimentos de importação dos EUA significa que as disputas provavelmente serão administrativamente complexas. A decisão de hoje é preocupantemente omissa sobre essa questão, e orientações claras da Corte de Comércio Internacional e das autoridades americanas competentes serão essenciais para minimizar custos evitáveis ​​e prevenir riscos de litígios", afirmou a CCI, segundo agências internacionais.

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