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Conflito no Irã

Países europeus estudam plano para reabrir Ormuz sem EUA depois da guerra, diz jornal

Macron disse que está sendo elaborado um plano para uma missão defensiva internacional em Ormuz que não incluiria as partes “beligerantes” (Foto: CHRISTOPHE PETIT TESSON/EFE/EPA)

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Países da Europa estão elaborando um plano para criar uma ampla coalizão para desobstruir a navegação no Estreito de Ormuz, que excluiria os Estados Unidos, informou o The Wall Street Journal (WSJ) em reportagem publicada na terça-feira (14).

De acordo com o jornal americano, a iniciativa incluiria o envio de navios de desminagem e outras embarcações militares para permitir a navegação na passagem estratégica, mas só entraria em vigor após o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, atualmente em um cessar-fogo de duas semanas.

Diplomatas que têm informações sobre o plano afirmaram ao WSJ que os navios europeus nessa missão não ficariam sob comando americano.

Uma das fontes da reportagem disse que o plano europeu provavelmente incluirá a Alemanha, que poderia formalizar seu compromisso já nesta quinta-feira (16).

Na sexta-feira (17), o presidente Emmanuel Macron e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, realizarão uma reunião online com vários países para discutir o policiamento do Estreito de Ormuz após o fim da guerra.

Na terça-feira, Macron disse que está sendo elaborado um plano para uma missão defensiva internacional que não incluiria as partes “beligerantes” – ou seja, os Estados Unidos, Israel e Irã.

Devido à guerra contra EUA e Israel, o Irã bloqueou quase totalmente o Estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo transitavam antes do conflito, iniciado em 28 de fevereiro.

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Na semana passada, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, mas o Irã voltou a bloquear Ormuz porque alegou que a trégua foi desrespeitada com os ataques de Israel ao Líbano, onde os israelenses enfrentam o grupo terrorista Hezbollah, aliado do Irã. Estados Unidos e Israel afirmam que o cessar-fogo com o Irã não inclui o Líbano.

Após negociações no Paquistão no fim de semana não terem resultado num acordo, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos fariam seu próprio bloqueio de Ormuz, que entrou em vigor na segunda-feira (13).

O presidente americano também disse que a Marinha dos EUA interceptaria todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã para transitar pelo estreito e bloquearia a entrada e saída de navios de portos iranianos.

Em comunicado, o Comando Central dos EUA disse que as forças americanas “não impedirão a liberdade de navegação de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz de e para portos não iranianos”.

Na semana passada, Starmer disse estar “farto” das ações de Trump e do ditador russo, Vladimir Putin, que estão interferindo nos preços da energia no Reino Unido – em referência à guerra dos EUA e de Israel contra o Irã e à invasão da Rússia à Ucrânia, que elevaram preços do petróleo e do gás.

Trump tem criticado os aliados europeus na Otan por não ajudarem na reabertura de Ormuz e recentemente ridicularizou o Reino Unido, ao dizer que o país “sequer tem Marinha”.

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