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O Paquistão anunciou que fechará entidades de ajuda ligadas a militantes islâmicos em meio ao temos de que guerrilheiros estejam se aproveitando da situação de crise humanitária que vive o país para implantar 'raiva contra o governo'. Grupos islâmicos agiram rapidamente para preencher o vácuo deixado pela demora no envio de ajuda humanitária às vítimas das piores cheias dos últimos 80 anos no país.

"Organizações proibidas não poderão frequentar as regiões atingidas pelas enchentes. Vamos prender membros de organismos banidos e os julgar pelo Ato Antiterrorismo", disse o ministro do Interior, Rehman Malik, à agência de notícias Reuters. O presidente Asif Ali Zardari alertou nesta quinta que militantes estariam tentando se promover pela catástrofe, episódio semelhante ao que ocorreu após o terremoto de 2005.

O combate à insurgência islâmica já contribuía com a impopularidade de Zardari, que se agravou depois da confusa reação do governo às inundações. Enquanto isso, entidades beneficentes islâmicas, algumas delas suspeitas de ligação com grupos militantes, ajudavam as vítimas.

Ao menos 4 milhões de paquistaneses estão desabrigados e ao menos 1.500 morreram após quase três semanas de chuvas, fazendo com que a ajuda seja urgente ao país. Oito milhões de pessoas precisam de assistência humanitária. As chuvas destruíram bairros, mataram animais, afetaram a rede elétrica e devastaram plantações inteiras.

O ministro paquistanês das Relações Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, afirmou nesta quinta (19) na ONU que as perdas sofridas com as inundações são superiores a US$ 43 bilhões (o equivalente a cerca de R$ 75 bilhões).

Na quinta-feira, os EUA anunciaram a liberação de mais US$ 60 milhões para ajudar o Paquistão a enfrentar as inundações. "Com uma nova promessa que estou fazendo hoje de US$ 60 milhões, os Estados Unidos estarão contribuindo com mais de 150 milhões de dólares para o auxílio emergencial", disse a secretária de Estado Hillary Clinton à Assembleia Geral da

Ela acrescentou que US$ 92 milhões de dólares serão destinados diretamente ao plano de auxílio da ONU, e que os EUA estão fornecendo também assistência técnica e mobilizando recursos militares e civis para fornecer mantimentos e resgatar vítimas das enchentes.

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