
Islamabad - Forças paquistanesas mantiveram ontem, pelo terceiro dia seguido, a ofensiva terrestre e os bombardeios aéreos contra redutos da milícia fundamentalista islâmica Taleban e da rede extremista Al-Qaeda no Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão, onde pelo menos 78 rebeldes e 9 soldados morreram desde sábado, segundo autoridades locais.
O Exército paquistanês afirma não ter encontrado intensa resistência rebelde na região que, segundo os serviços de inteligência, é usada como centro de planejamento para os atentados extremistas como o do dia 10, que deixou 20 mortos no quartel de Rawalpindi, conhecido como o "Pentágono paquistanês".
Apoio
As operações de ontem coincidiram com a chegada ao Paquistão do general David Petraeus, chefe do Comando Central dos EUA, e do senador americano John Kerry. A visita demonstra o forte apoio do governo dos EUA à ofensiva militar contra os extremistas.
Mais de 100 mil civis já tinham fugido do Waziristão do Sul antes da ofensiva. Desde sábado, mais 20 mil deixaram a zona.
Desde o fim de semana, o governo do Paquistão mobilizou 28 mil soldados para enfrentar cerca de 10 mil taleban, alguns vindos do Usbequistão e alguns membros da rede Al-Qaeda. A ofensiva do governo iniciada neste fim de semana é considerada a mais importante dos últimos anos.







