Cincinnati - "Não vejo qualquer melhora no mercado do emprego para todo o ano de 2009", lamenta Michael Walden, professor de Economia da Universidade Estadual da Carolina do Norte. "Estamos antevendo uma taxa de desemprego de 8 a 8,5 por cento, e 1 a 1,5 milhão a mais de pessoas sem trabalho em 2009."
Economistas como Walden crêem que Obama não tem escolha senão começar a rebaixar rapidamente as expectativas, para que seus seguidores não se frustrem. "Ele precisará comunicar às pessoas que temos graves problemas econômicos, que vão demorar, que não haverá um botão mágico para deixar tudo lindo", disse Walden.
Mas os sindicatos, que tanto ajudaram na vitória de Obama, argumentam que o presidente e o Congresso, sob amplo domínio democrata, podem pelo menos limitar a perda do emprego no próximo ano. Nossas expectativas são altíssimas", disse Ron Blacwell, economista-chefe da central AFL-CIO. "Por isso apoiamos Barack Obama."
A entidade espera que o Congresso aprove outro pacote de estímulo econômico em janeiro, ainda antes da posse de Obama, para ampliar benefícios a desempregados.



