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Aliança regional

Parceria com EUA ajuda Paraguai a identificar infiltração chinesa em sistemas críticos 

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O Presidente do Paraguai, Santiago Peña, está ampliando parceria estratégia com os EUA na área de segurança (Foto: Juan Pablo Pino/EFE)

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Os governos dos EUA e do Paraguai anunciaram nesta sexta-feira (10) a detecção de uma infiltração por "múltiplos agentes maliciosos" ligados à China nos sistemas cibernéticos estatais do país sul-americano.

A descoberta foi feita durante uma recente revisão conjunta de segurança cibernética, como parte dos esforços de cooperação entre os dois países com o objetivo de fortalecer a infraestrutura digital crítica do Paraguai, informou o Ministério das Tecnologias da Informação e Comunicação do Paraguai (MITIC) em um comunicado.

No mesmo comunicado, o MITIC, que não especificou quais sistemas foram comprometidos, acrescentou que os esforços de cooperação visam "combater operações de espionagem cibernética realizadas por agentes estrangeiros maliciosos".

Uma revisão conjunta dos EUA e Paraguai, de 2024, já havia identificado uma ameaça da rede de espionagem cibernética Flax Typhoon, com sede na China, que teria se infiltrado em sistemas do governo paraguaio.

O presidente do país sul-americano, Santiago Peña, afirmou em novembro daquele ano que a infiltração do Flax Typhoon estava relacionada aos laços de seu país com Taiwan, que a China considera uma província "renegada" e parte inalienável de seu território, enquanto a ilha, governada autonomamente desde 1949, rejeita essa posição.

O Paraguai é o único país da América do Sul e um dos apenas 12 no mundo que mantém relações oficiais com Taiwan, desde julho de 1957.

Em um relatório divulgado em agosto de 2023, a Microsoft descreveu o Flax Typhoon como um "grupo de atividade estatal" que tem como alvo "dezenas de organizações em Taiwan com a provável intenção de realizar espionagem".

Em 2024, o então embaixador itinerante dos EUA para o Ciberespaço e Política Digital, Nathaniel C. Fick, anunciou, após se reunir com Peña, que Washington investiria US$ 3,1 milhões para fortalecer a segurança cibernética das forças militares locais.

O novo anúncio sobre adetecção da atividade maliciosa surge dias após Assunção acusar Pequim de financiar veículos de comunicação do país para manchar a imagem de seu governo.

Paraguai e EUA fortaleceram sua aliança em assuntos de segurança neste ano. Uma das parcerias estratégicas mais recentes permite o destacamento de militares americanos no país no chamado Acordo do Estatuto das Forças (Sofa, na sigla em inglês).

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