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O presidente finlandês, Sauli Niinistö (na tela, em reunião de governo), afirmou que o pedido conjunto representa “uma mensagem forte” de que os países nórdicos “enfrentam o futuro juntos”
O presidente finlandês, Sauli Niinistö (na tela, em reunião de governo), afirmou que o pedido conjunto representa “uma mensagem forte” de que os países nórdicos “enfrentam o futuro juntos”| Foto: EFE/EPA/KIMMO BRANDT

A Suécia e a Finlândia vão apresentar seus pedidos de adesão à OTAN nesta quarta-feira (18), em Bruxelas, anunciou nesta terça-feira a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, em entrevista coletiva conjunta com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, que faz visita oficial a Estocolmo.

“No decorrer do dia de amanhã, entregaremos o pedido à OTAN. É uma mensagem forte e um sinal claro de que estamos enfrentando o futuro juntos”, disse Niinistö.

O anúncio foi feito horas depois de o Eduskunta (parlamento finlandês) ratificar por ampla maioria a adesão do país à aliança militar.

Andersson enfatizou que a adesão à OTAN, da qual Suécia e Finlândia são aliadas, mas não membros, é “a melhor coisa para nossa segurança”.

“E fazê-lo ao mesmo tempo que a Finlândia significa que contribuiremos para a segurança do norte da Europa”, acrescentou.

Por sua vez, Niinistö falou em um “passo histórico” conjunto e de um “triunfo” para a democracia.

“O 24 de fevereiro (data de início da invasão da Ucrânia pela Rússia) foi um dia que mudou muitas coisas, mas as coisas já tinham acontecido antes. (O presidente russo, Vladimir) Putin disse no final de novembro que a OTAN não poderia ser ampliada, que Suécia e Finlândia não poderiam ser membros. Isso mudou tudo”, declarou.

“Tive uma conversa telefônica com Putin outro dia e fiquei muito surpreso que ele estivesse calmo. Pode-se perguntar por quê. Uma razão pode ser que a Rússia não queira dizer a seu povo que tem novos problemas, é melhor dizer que isso era esperado”, acrescentou o presidente finlandês.

Suécia e Finlândia receberam apoio da OTAN já no domingo, em uma reunião informal de seus ministros das Relações Exteriores em Berlim, embora a Turquia tenha criticado tanto seu suposto apoio aos ativistas curdos quanto a outros que ela considera “terroristas”.

Tanto Niinistö quanto Andersson disseram nesta terça-feira, no entanto, que estavam convencidos de que o diálogo com Ancara pode quebrar um impasse que ameaçaria a entrada de Suécia e Finlândia na aliança militar - como integrante, a Turquia poderia vetar os dois pedidos.

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