
Ouça este conteúdo
O governo do Peru anunciou nesta terça-feira (1º) o rompimento das relações diplomáticas com o Irã.
Em comunicado do Ministério das Relações Exteriores, a gestão da conservadora Keiko Fujimori, que assumiu a presidência peruana no final de julho, disse que “tem observado com crescente consternação a deterioração” dos princípios democráticos no país persa.
Tal retrocesso “tem sido denunciado por diversos mecanismos das Nações Unidas, particularmente no que diz respeito à repressão a manifestações pacíficas, à restrição da liberdade de imprensa, à discriminação contra mulheres e meninas e à perseguição de opositores políticos”, acrescentou a pasta.
“Da mesma forma, o governo do Peru observa com profunda preocupação as severas restrições impostas pelo regime iraniano, bem como a interrupção do comércio internacional através do Estreito de Ormuz desde março de 2026”, disse a chancelaria peruana, citando a passagem marítima cujo bloqueio tem sido usado como ferramenta de chantagem política pelo Irã desde o início da guerra contra os Estados Unidos e Israel, no final de fevereiro.
“[Tais ações] violam princípios como a liberdade de navegação e o direito de passagem por estreitos utilizados para o trânsito marítimo internacional, que não podem estar sujeitos a condições unilaterais, sob o marco da segurança da navegação, da proteção da vida humana no mar e da preservação do meio ambiente marinho, sem mencionar as repercussões nos preços da energia e na estabilidade das cadeias de suprimentos globais”, afirmou o governo Fujimori.
O governo do Peru também condenou na nota “o incitamento à violência e à escalada de conflitos no Oriente Médio” por parte do Irã, bem como a “obstrução” às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), “dificultando os processos de verificação necessários para evitar a produção de armas nucleares”.







