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Briga territorial

Petróleo das Malvinas reaviva tensão argentina com Reino Unido

Disputa por arquipélago do Atlântico Sul motivou guerra que deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos há 28 anos

Soldados argentinos carregam suprimentos na Baía de Stanley, nas Malvinas, durante a guerra de 1982 | Arquivo AFP
Soldados argentinos carregam suprimentos na Baía de Stanley, nas Malvinas, durante a guerra de 1982 (Foto: )
A Baía de Stanley 28 anos após o conflito armado que deixou centenas de mortos: disputa continua |

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A Baía de Stanley 28 anos após o conflito armado que deixou centenas de mortos: disputa continua

Veja onde ficam as ilhas Malvinas |

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Veja onde ficam as ilhas Malvinas

O iminente início das explorações de petróleo pelos britânicos em águas próximas às ilhas Mal­­vinas reavivou nesta semana a ten­­são entre a Argentina e o Rei­­no Unido, 28 anos depois da guer­­ra travada entre os dois países por esse arquipélago do Atlân­­­­tico Sul. Londres tentou minimizar o "protesto enérgico" do governo argentino pela licitação de áreas das bacias marítimas adjacentes às ilhas, mas o jornal Financial Times indicou que o governo britânico estaria preocupado que a tensão possa gerar um novo confronto militar.

A disputa pela soberania das Malvinas levou a uma guerra entre Argentina e Reino Unido, em 1982, que terminou com a derrota do país sul-americano, que na época era governado por uma ditadura militar, com um registro de 649 argentinos e 255 britânicos mortos após 74 dias de combates.

O jornal britânico indica, no entanto, que os diplomatas citados anonimamente "se negaram a comentar se o Reino Unido estaria planejando enviar forças militares à região para assegurar que a Argentina não interfira" em seus planos, e disseram também que havia "poucas expectativas de ação militar direta da Argentina".

Mencionaram, porém, a possibilidade de os argentinos "tentarem perturbar a passagem para a plataforma utilizando embarcações civis".

Consultado a respeito, o Mi­­nistério das Relações Exterio­­res britânico considerou que "a Argentina é um sócio importante para o Reino Unido".

Na nota entregue ao encarregado de negócios britânico em Buenos Aires, o governo argentino responsabilizou o Reino Uni­­do pelo descumprimento das resoluções da ONU que instam ambos os governos a "retomarem as negociações pela soberania" e a "evitarem realizar modificações unilaterais", mas sem fazer referência a eventuais ações caso a exploração fosse iniciada.

Londres alega que o governo das ilhas, chamadas pelos britânicos de Falklands, "tem o direito de desenvolver uma indústria de hidrocarbonetos em suas águas", indicou o Foreign Office, que lembra que o Reino Unido "não tem dúvidas" acerca de sua soberania sobre o arquipélago do Atlântico Sul e as zonas marítimas que o cercam.

As companhias britânicas Desire Petroleum e Rockhopper Exploration venceram as licitações para perfurar seis poços na bacia norte das Malvinas. A ex­­ploração de hidrocarbonetos na bacia das Malvinas já gerou outros protestos no passado, e em 2007 o governo argentino deu por terminada a Declaração Conjunta assinada em 1995 pa­­ra a cooperação na exploração de gás e petróleo na região em disputa. O novo protesto ocorre duas semanas depois de outro atrito entre ambas as nações pela queixa formal da Grã-Breta­­nha contra uma lei argentina recentemente sancionada que considera as Malvinas parte da província da Terra do Fogo.

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