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A vice-presidente, Cristina Kirchner, durante ataque na Recoleta, bairro nobre de Buenos Aires.
A vice-presidente, Cristina Kirchner, durante ataque na Recoleta, bairro nobre de Buenos Aires.| Foto: Reprodução Youtube

A polícia prendeu mais um homem devido ao ataque à vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, totalizando agora quatro pessoas detidas pelo incidente, confirmaram à Agência Efe fontes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) na quarta-feira (14).

Gabriel Nicolás Carrizo, apresentado pela imprensa local como o chefe de um grupo de vendedores de algodão-doce que estava perto da casa de Cristina quando Fernando Sabag Montiel, o primeiro dos detidos, se aproximou dela entre apoiadores e apertou duas vezes o gatilho de uma pistola que falhou a centímetros do rosto da política.

Além de Sabag Montiel, um brasileiro de 35 anos, já tinham sido detidas a sua namorada, Brenda Uliarte, uma argentina de 23 anos, e Agustina Díaz, 21, também argentina e amiga de Uliarte.

Uliarte e Sabag Montiel são acusados de "terem tentado matar" a vice-presidente "com planejamento e acordo prévio entre as duas". Díaz, segundo os seus advogados, também é acusada de "participação no planejamento da tentativa de assassinato", após os investigadores terem descoberto uma série de mensagens em que Uliarte supostamente confessou à amiga o seu plano de assassinato da ex-presidente.

Os advogados de Díaz asseguraram que a cliente "em nenhum momento acreditou que o que ela dizia pudesse ser realizado", considerando que Uliarte era "manipuladora", e afirmaram que Díaz soube do ataque "pela imprensa".

A partir das informações fornecidas pelos celulares apreendidos, surgiram elementos pelos quais a justiça conseguiu estabelecer que houve outro atentado à vida da vice-presidente que foi abortado.

Uliarte, a namorada do principal acusado na tentativa de assassinato, tinha entre as suas ocupações a venda ambulante de algodão-doce, como ela própria admitiu em declarações ao canal Crónica TV antes do ataque.

De acordo com imagens divulgadas pela imprensa local, a primeira vez que um carrinho de algodão-doce foi visto perto da casa de Cristina foi em 23 de agosto, no início das manifestações de apoio à ex-presidente, após um procurador ter pedido uma pena de 12 anos de prisão contra ela.

Um carrinho semelhante foi visto novamente quatro dias depois.

De acordo com a imprensa local, os investigadores trabalham na hipótese de que Uliarte estava a fazendo "inteligência" nos dias anteriores ao ataque, a fim de fornecer informações a Sabag Montiel.

A juíza do caso, María Eugenia Capuchetti, decidiu impor o sigilo da investigação e na quarta-feira aceitou o pedido da vice-presidente para ser admitida como requerente no processo.

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