Afegão controla jumento carregado com urnas de votação | Ahmad Masood/Reuters
Afegão controla jumento carregado com urnas de votação| Foto: Ahmad Masood/Reuters
  • Fotógrafa Anja Niedringhaus

Um policial afegão alvejou ontem duas jornalistas estrangeiras da agência de notícias Associated Press (AP) no leste do Afeganistão, matando uma e ferindo a outra.

O ataque aconteceu na véspera da eleição presidencial que os insurgentes do Talebã prometem perturbar por meio de explosões e assassinatos.

A AP disse que a fotógrafa alemã Anja Niedringhaus, de 48 anos, foi morta, e que a repórter canadense Kathy Gannon, de 60 anos, que levou dois tiros, está consciente e recebendo atendimento médico.

Um colaborador da AP Television, que testemunhou o incidente, disse que Niedringhaus, fotógrafa aclamada internacionalmente, morreu na hora.

"Anja e Kathy passaram anos juntas no Afeganistão cobrindo o conflito e as pessoas de lá.

Anja era uma jornalista vibrante e dinâmica, adorada por suas fotografias inspiradas, por seu coração caloroso e por sua alegria de viver. Estamos devastados com sua perda", disse em Nova York a editora-executiva da AP, Kathleen Carroll.

As duas jornalistas estavam em uma cidade remota, na fronteira com o Paquistão, quando foram atacadas.

Quebra-cabeça étnico marca candidaturas no pleito do Afeganistão

Efe

As três candidaturas favoritas na eleição presidencial de hoje no Afeganistão têm no componente étnico de seus integrantes as principais vantagens para obter a vitória em uma disputa de resultado imprevisível.

Abdullah Abdullah, Ashraf Ghani e Zalmai Rasul, os três presidenciáveis com mais chances, fizeram campanha com seus respectivos candidatos a vice-presidente para buscar o apoio das diversas comunidades do país.

"Ainda estamos em um país com uma identidade em construção, em que a lealdade à comunidade étnica se mantém como um fator-chave na hora de escolher os líderes", explica o diretor do Centro de Estudos Estratégicos de Cabul, Waliullah Rahmani.

Dois dos candidatos, Ghani e Rasul, são de origem pashtun e ambos escolheram líderes de outras etnias como seus aspirantes à vice. Ghani tenta atrair o voto dos uzbeques e Abdullah é considerado líder da comunidade tajique por sua ascendência materna.

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