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Membros das forças Hashid Shaabi passam por lojas incendiadas no bairro al-Qadisiya, ao norte de Tikrit | STRINGER/REUTERS
Membros das forças Hashid Shaabi passam por lojas incendiadas no bairro al-Qadisiya, ao norte de Tikrit| Foto: STRINGER/REUTERS

Políticos sunitas afirmaram que uma onda de saques fora de controle assolou a cidade de Tikrit na sexta-feira, horas depois de o primeiro-ministro iraquiano convocar às forças de segurança para prender qualquer pessoa que viole a lei depois que a cidade foi tomada de militantes do Estado Islâmico. O governo iraquiano reivindicou a vitória do Estado sobre os insurgentes islâmicos em Tikrit depois de uma batalha de um mês pelo controle da cidade que envolveu milicianos atuando em conjunto com o Exército iraquiano e policiais federais.

Os roubos e incêndios começaram na quarta-feira, poucas horas depois de o governo iraquiano anunciar que as forças de segurança e paramilitares xiitas haviam retomado a cidade muçulmana sunita, capturada em junho pelo Estado Islâmico.

Os legisladores sunitas responsabilizaram membros desgarrados das forças de segurança e integrantes dos grupos paramilitares xiitas pelo caos.

Ahmed al-Karim, chefe do conselho provincial de Salahuddin, disse a agências que soldados, identificados por ele como pertencentes aos paramilitares xiitas, queimaram centenas de casas nos últimos dois dias.

“Nossa cidade foi queimada na frente de nossos olhos. Não podemos controlar o que está acontecendo”, disse al-Karim, que deixou a cidade rumo a Bagdá, na noite de sexta-feira para evitar a carnificina.

Outro membro do conselho provincial, Khalid al-Jassam, disse que o governo estava pedindo às milícias xiitas que deixassem a região e a forças policiais, militares e federais que guardassem a cidade.

O parlamentar Mutashar al-Samarrai disse que 400 casas e 500 lojas haviam sido incendiadas e roubadas desde quinta-feira.

Mais cedo, o gabinete do primeiro-ministro, Haidar al-Abadi, emitiu um comunicado exortando “as forças em Tikrit a prenderem qualquer pessoa violando a lei na cidade e a preservarem os pertences e instalações na província de Salahuddin”.

A capacidade de proteger áreas sunitas de ataques de vingança e ações penais é o desafio central para Abadi, que procura conduzir forças paramilitares e voluntários na luta para retomar quase um terço do Iraque das mãos do Estado Islâmico.

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