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O governo da Polônia vai contestar judicialmente o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, disse nesta sexta-feira (24) o vice-primeiro-ministro polonês, Władysław Kosiniak-Kamysz. Segundo autoridades de Varsóvia, a contestação será apresentada ao Tribunal de Justiça da UE e mira os impactos do acordo sobre agricultores e o mercado interno do país.
O governo polonês argumenta que o acordo pode ameaçar a segurança alimentar, a proteção ao consumidor e a competitividade da produção local, informou a imprensa internacional. A Polônia é uma das principais opositoras do acordo dentro da União Europeia, ao lado da França.
O acordo entre União Europeia e Mercosul prevê a ampliação do comércio entre os blocos e maior acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu. Defensores da medida afirmam que o acordo beneficia fabricantes europeus e amplia oportunidades de exportação. Já críticos sustentam que ele pode elevar a entrada de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores europeus.
Segundo informações reproduzidas pela imprensa local, a Polônia tem até o dia 26 de maio para protocolar a ação. O governo também informou que pretende questionar a entrada parcial em vigor do acordo, prevista pela Comissão Europeia, braço executivo da UE, para 1º de maio.











