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Por que o Chile está escavando uma trincheira na fronteira com o Peru

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O presidente do Chile, José Antonio Kast, cumprimenta militares em Arica, na fronteira com o Peru, durante o lançamento do Plano Escudo Fronteiriço, em 16 de março (Foto: Presidência do Chile/EFE)

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O governo do presidente José Antonio Kast, do Chile, avançou nesta semana com a escavação de uma trincheira de 3 metros de profundidade na fronteira com o Peru. A obra integra o "Plano Escudo Fronteiriço", iniciativa de Kast voltada a conter a imigração irregular e o crime organizado na região norte do país.

A trincheira está sendo escavada pelo Exército chileno com uso de maquinário pesado. Além dela, o plano também prevê a construção na fronteira com o Peru de muros e grades de segurança de cinco metros de altura equipados com sensores de movimento, vigilância por drones, torres de observação, radares térmicos e cercas perimetrais eletrificadas, além de patrulhamento constante nos pontos de passagem oficiais e nos acessos clandestinos já desativados.

As barreiras estão sendo colocadas na região com o objetivo de canalizar o fluxo de pessoas e veículos para zonas onde o Estado chileno exerce controle mais efetivo sobre a zona fronteiriça. Segundo o comissário presidencial para a Macrozona Norte (a zona de fronteira com o Peru), Alberto Soto, o avanço atual das obras é de cerca de 20%, e a iniciativa exigirá manutenção permanente por parte do Estado.

O investimento total na obra é estimado pelo governo Kast em cerca de 4 bilhões de pesos chilenos (cerca de R$ 22,8 milhões, na cotação mais recente).

A obra gerou tensão diplomática com o Peru, que inicialmente expressou preocupação com o projeto e chegou a compará-lo com o Muro de Berlim. Após as críticas, os dois países acordaram reforçar a cooperação e o intercâmbio de informações sobre a situação na fronteira.

Ao inspecionar pessoalmente o início das obras em março, Kast defendeu a medida como uma resposta ao crime organizado que transcende as fronteiras nacionais.

"O que fazemos aqui também precisa ser feito na Bolívia, no Peru e na Argentina", afirmou o presidente chileno, acrescentando que os infratores que tentarem entrar no Chile "serão enfrentados com toda a força do Estado".

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