Publicidade
Missão no Oriente Médio

Porta-aviões dos EUA atraca na Tailândia após 286 dias no mar e denúncias; ferrugem chama a atenção

Pontos de ferrugem no porta-aviões USS Abraham Lincoln, que chegou ontem à Tailândia para escala antes do retorno aos Estados Unidos (Foto: EFE/EPA/RUNGROJ YONGRIT)

Ouça este conteúdo

O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, com cerca de 5 mil militares americanos, atracou nesta quarta-feira (2) no porto de Laem Chabang, no leste da Tailândia, após 286 dias no mar.

Os militares farão uma escala de cinco dias no país asiático antes da sua viagem de retorno aos Estados Unidos. O porta-aviões apresentava vários pontos de ferrugem no casco, o que gerou comentários nas redes sociais.

Porém, Carl Schuster, oficial reformado da Marinha dos EUA, disse à emissora americana CNN que isso “não é algo incomum em um navio que passou 60 dias ou mais em operações contínuas no mar”, já que resolver o problema não é algo que possa ser feito no oceano, especialmente durante operações de combate.

“Com base no que estou vendo, trata-se de cerca de 30 dias de trabalho de manutenção para remover toda a ferrugem”, afirmou Schuster.

O efetivo do grupo de ataque do USS Abraham Lincoln passou 286 dias no mar desde que deixou sua base em San Diego, em novembro do ano passado, e nos últimos seis meses vinha realizando operações na guerra contra o Irã. O Lincoln foi substituído pelo grupo de ataque do porta-aviões USS George Washington no Oriente Médio.

Relatos sobre uma crise de saúde mental a bordo do USS Abraham Lincoln se tornaram notícia mundial em agosto, quando a imprensa americana noticiou que, segundo militares do grupo de ataque e familiares, membros da tripulação tentaram pular no mar; um deles conseguiu saltar, mas foi resgatado em seguida.

O senador democrata Richard Blumenthal denunciou em carta ao Pentágono “relatos generalizados de escassez de suprimentos básicos, contaminação da água, problemas hidráulicos, deterioração da saúde mental e preocupações com a segurança no convés”, além de “interrupções no sistema de correio, que fizeram com que muitos pacotes de apoio enviados ao navio ficassem perdidos em trânsito por meses”.

O Pentágono alegou que os militares a bordo receberam apoio de profissionais religiosos, médicos e de saúde mental e o secretário da Guerra, Pete Hegseth, disse que as notícias sobre as condições no Lincoln foram “totalmente distorcidas”.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.