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Oriente Médio

EUA vão substituir porta-aviões em meio a relatos de crises de saúde mental entre tripulantes

Imagem de arquivo do USS Abraham Lincoln, que está em missão há mais de 250 dias (Foto: FAZRY ISMAIL/EFE/EPA)

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Uma autoridade do governo dos Estados Unidos informou à emissora CNN nesta quinta-feira (13) que o grupo de ataque do porta-aviões USS George Washington está a caminho do Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, em meio a relatos de crises de saúde mental na tripulação do segundo grupo.

Embora a autoridade ouvida pela CNN tenha afirmado que a substituição do grupo de ataque já estava planejada, a notícia foi divulgada depois que os sites especializados em assuntos militares Stars and Stripes e Navy Times informaram que, segundo relatos de militares do Abraham Lincoln e familiares, membros da tripulação recentemente tentaram pular no mar; um deles conseguiu saltar, mas foi resgatado em seguida.

Annabelle Loma, esposa de um dos militares que tentaram pular, disse ao Navy Times que o marido “está com medo”.

“Ele acha que vai receber uma dispensa desonrosa e que, só por ter sofrido um burnout, sua carreira de 13 anos será arruinada, assim, de repente. Isso não é justo, não é correto. Não é com isso que ele deveria estar se preocupando agora”, afirmou.

A situação levantou questionamentos sobre a saúde mental da tripulação de mais 5 mil marinheiros militares e fuzileiros navais, que está em missão há mais de 250 dias e atualmente apoia operações na guerra contra o Irã.

O senador democrata Richard Blumenthal afirmou que este é um recorde recente de dias consecutivos no mar, o que o levou a enviar uma carta ao Departamento da Guerra da gestão Donald Trump para manifestar “séria preocupação”.

“Há relatos generalizados de escassez de suprimentos básicos, contaminação da água, problemas hidráulicos, deterioração da saúde mental e preocupações com a segurança no convés”, escreveu o democrata, que citou também “interrupções no sistema de correio, que fizeram com que muitos pacotes de apoio enviados ao navio ficassem perdidos em trânsito por meses”.

Em comunicado à CNN, a Marinha dos EUA afirmou não ter observado “um aumento de ideações ou tentativas de suicídio a bordo do navio”. “Levamos a sério o bem-estar de cada militar e dispomos de profissionais religiosos, médicos e de saúde mental para avaliar e tratar as questões à medida que surgem”, acrescentou a corporação.

Na quinta-feira, o Secretário da Guerra, Pete Hegseth, disse que as notícias sobre as condições no Lincoln foram “totalmente distorcidas” e que todos os militares americanos têm todo o atendimento possível “a qualquer momento”.

“Algumas missões são mais longas do que outras, e tenho mais respeito e gratidão por esses marinheiros do que por qualquer outra pessoa. O que eles fazem em alto-mar, naquelas condições adversas e com menos escalas em portos, é incrível”, afirmou a jornalistas, durante viagem ao Panamá.

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