
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, fez, durante entrevista exibida no domingo na TV CBS, uma forte defesa do presidente George W. Bush. Para ela, o povo em breve "vai agradecer pelo que Bush fez", principalmente no Iraque, com a deposição de Saddam Hussein.
"Este presidente enfrentou as circunstâncias mais duras provavelmente desde a Segunda Guerra Mundial e desenvolveu políticas que vão passar pelo teste do tempo", afirmou Condoleezza.
Bush deixará a Casa Branca em 20 de janeiro com um dos piores índices de popularidade da História americana e em meio a um cenário que, apontam relatórios, mostra os EUA com uma imagem sofrível no exterior.
"Isto não é um concurso de popularidade. Sinto muito, mas não é. O governo americano é responsável por fazer boas escolhas para os interesses e os valores americanos no longo prazo - não para as manchetes de hoje (segunda) - para o julgamento da História", comentou a chanceler.
Quando Rita Braver, a entrevistadora da CBS, citou alguns ex-diplomatas americanos que haviam dito que os EUA estão com imagem negativa ao redor do mundo, Condoleezza reagiu com firmeza.
"Não é verdade. Eu sei o que a política americana atingiu. E não sei de que diplomatas você está falando" acrescentou.
Esposa também na defesa
A primeira-dama, Laura Bush, também respondeu aos críticos que consideram o governo Bush o mais desastroso da História dos EUA.
"Eu que não é, e eu não sinto necessidade de responder a quem tem essa visão. Acho que a História vai julgar e veremos mais tarde", declarou Laura, em entrevista também levada ao ar no domingo.
A senhora Bush afirmou, ainda, que sob a supervisão do marido, os EUA depuseram Saddam Hussein e libertaram da opressão milhões de pessoas no Iraque e no Afeganistão que eram dominadas por governos opressores.



