Mumbai - Em seu primeiro pronunciamento sobre os atentados da véspera em Mumbai, o premeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, acusou ontem de forma pouco velada o vizinho e rival histórico Paquistão pelos ataques. "Vamos deixar bem claro para nossos vizinhos que o uso do território deles para lançar ataques contra nós não será tolerado, e haverá um custo caso eles não tomem as medidas adequadas, declarou Singh em discurso televisionado à nação. "Não estamos envolvidos de forma nenhuma, rechaçou o ministro da Defesa paquistanês, Ahmed Mukhtar. Em Islamabad, tanto o premier Yousaf Raza Gilani quanto o presidente Asif Ali Zardari condenaram os atentados.
Associado aos grupos separatistas que atuam na região da Caxemira indiana, o Paquistão tem adotado, nos últimos meses, uma retórica antiterrorismo mais dura para fortalecer a desgastada aliança com os EUA. Washington vê leniência do país no combate ao extremismo e assinou, neste ano, acordo nuclear civil com a Índia o que irritou o Paquistão.
A relação do governo paquistanês com extremistas é complexa. O país, de maioria muçulmana, tem dificuldade em conter o radicalismo nas áreas tribais próximas à fronteira afegã, onde a presença do Estado é precária e há forte atuação da milícia Taleban.



