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Oriente Médio

Presidência síria nega declarações atribuídas a Bashar Al Assad

O presidente da Síria foi citado hoje como dizendo que se tivesse um plano para se demitir, já o tinha executado, e acrescentou que só o povo sírio é que tem o poder de determinar o futuro do país

A presidência síria negou neste domingo (19) as afirmações que foram atribuídas ao presidente da Síria durante uma reunião com deputados russos, nas quais afirma que não tem intenção de deixar o poder.

"O que a agência de notícias russa Interfax publicou como declarações do presidente Bashar Al Assad está errado", disse o serviço de imprensa da presidência síria, em comunicado, sem explicar que parte das declarações estava errada ou mal traduzida.

O presidente da Síria, Bashar Al Assad, foi citado hoje como dizendo que se tivesse um plano para se demitir, já o tinha executado, e acrescentou que só o povo sírio é que tem o poder de determinar o futuro do país.

"Se nos quiséssemos render, tínhamos nos rendido logo no princípio", disse o presidente a um conjunto de deputados do Parlamento russo, durante uma visita a Damasco, citado pela AFP, que usou a notícia publicada pela agência noticiosa russa Interfax.

"Este assunto não está em discussão", respondeu o chefe de Estado, quando lhe pediram um comentário aos pedidos da oposição local e de vários países no Ocidente, que defendem que ele deve se demitir e convocar eleições antecipadas.

"Só o povo sírio pode decidir quem deve participar nas eleições", acrescentou na intervenção, traduzida para russo.

As declarações surgem a poucos dias da reunião Genebra 2, uma conferência para a paz na Síria, na próxima quarta-feira (22).

O presidente da Coligação Nacional Síria, Ahmad Jarba, afirmou no sábado (18) em Istambul, Turquia, que a oposição irá à Conferência de Paz de Genebra com o único objetivo de "se livrar" do presidente Bashar Al Assad.

"As negociações de Genebra têm como único propósito atender às exigências da revolução […] e antes de mais nada retirar ao talhante [Assad] todos os seus poderes", disse Ahmad Jarba.

O conflito na Síria já provocou perto de 130 mil mortos desde março de 2011, de acordo com as Nações Unidas.

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