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Indícios

Presidente da Colômbia indica que não tentará reeleição em 2010

Na luta contra os insurgentes de esquerda e para a continuidade dos esforços para atrair investimentos estrangeiros, o melhor para Uribe seria o país encontrar outros candidatos | John Vizcaino / Reuters
Na luta contra os insurgentes de esquerda e para a continuidade dos esforços para atrair investimentos estrangeiros, o melhor para Uribe seria o país encontrar outros candidatos (Foto: John Vizcaino / Reuters)

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, deu indícios de que pode não concorrer a um terceiro mandato em 2010, preparando terreno, assim, para uma disputa entre os interessados em suceder esse popular dirigente aliado dos Estados Unidos.

Conclamando o país a encontrar outros candidatos a fim de dar prosseguimento à luta contra os insurgentes de esquerda e continuar os esforços para atrair investimentos estrangeiros, Uribe pediu que o Congresso deixe de lado a proposta de referendo a ser realizado para permitir a participação dele em uma nova eleição.

"Acho que isso será melhor para o futuro da Colômbia do que tentar reeleger-me neste momento", disse o presidente a uma platéia de universitários na noite desta quarta-feira (10), dando o sinal mais claro até agora de que não pretende disputar um novo mandato.

Visto com bons olhos em Wall Street devido a suas reformas pró-mercado, Uribe deixou em aberto a possibilidade de tentar reeleger-se em 2014, afirmando que a Constituição poderia ser alterada com facilidade para permitir a participação dele no pleito daquele ano.

"Ao sugerir que pode concorrer em 2014, depois de pular um mandato, ele está avisando aos outros candidatos que, se não seguirem as políticas dele, ele voltará e os derrotará", disse Mauricio Romero, analista de política na Universidade Javeriana (Bogotá).

Os sucessores em potencial - entre os quais o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, e a embaixadora do país na Grã-Bretanha, Noemi Sanin - vêm esperando por pistas para descobrir quais os planos de Uribe.

A popularidade do presidente encontra-se atualmente acima dos 80 por cento por causa de sua postura agressiva frente aos rebeldes financiados pela cocaína e que mataram o pai dele em uma tentativa de sequestro realizada em 1983. Os grupos insurgentes enfrentam o governo desde os anos 60.

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