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Violência

Principal cidade da Índia vive segundo dia de pesadelo terrorista

Ataques coordenados em vários pontos da cidade deixaram pelo menos 125 mortos e mais de 300 feridos

Crianças de uma escola de Mumbai fazem vigília em memória das vítimas dos ataques terroristas | Amit Dave/Reuters
Crianças de uma escola de Mumbai fazem vigília em memória das vítimas dos ataques terroristas (Foto: Amit Dave/Reuters)
Forças de segurança invadiram o hotel Taj Mahal e libertaram os reféns |

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Forças de segurança invadiram o hotel Taj Mahal e libertaram os reféns

Veja que terrorristas fizeram mais de uma centena de assassinatos em Mumbai |

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Veja que terrorristas fizeram mais de uma centena de assassinatos em Mumbai

Mumbai - Mais de 24 horas após o início dos ataques a Mumbai, forças de segurança indianas invadiram na noite de ontem o hotel Taj Mahal e libertaram os reféns mantidos no local. Homens armados atacaram na quarta-feira vários locais na maior cidade da Índia, deixando pelo menos 125 mortos e mais de 300 feridos.

No hotel Oberoi, também tomado na ofensiva terrorista, os embates continuavam na noite de ontem. Os criminosos reagiam com granadas ao avanço dos militares, que resgataram 40 hóspedes retidos no prédio.

Mais de cem pessoas, entre elas estrangeiros, permaneciam retidas no hotel cinco-estrelas, em meio ao incêndio provocado pelos explosivos. A maioria trancou-se nos quartos para se proteger, mas pelo menos 20 estavam sob controle direto dos criminosos. Sobreviventes contam que eles visavam sobretudo os ocidentais.

Cerca de dez terroristas ainda não tinham sido dominados, segundo o general indiano R. K. Huda. "Eles têm sacolas cheias de granadas e vieram preparados (para o confronto)’’, disse o militar. O Exército não divulgou o total de terroristas mortos — são pelo menos sete.

Os criminosos mantinham reféns também no centro judaico ortodoxo Casa Chabad. Segundo relatos dos sobreviventes, os terroristas são rapazes na faixa de 20 anos, armados com granadas e fuzis automáticos. Falavam hindi, idioma predominante na Índia, e urdu, língua falada sobretudo por muçulmanos.

Vítimas

O número de vítimas continuava a aumentar à medida que os militares conquistavam prédios dominados pelos criminosos. No Taj Mahal, os militares encontraram os corpos de vários trainees de chefe de cozinha, mortos pelos terroristas.

Entre os mortos, havia ao menos 14 policiais e seis estrangeiros, segundo dados do Ministério do Interior indiano. Também são estrangeiros sete dos feridos. Não há relatos de brasileiros atingidos.

Segundo as autoridades indianas, três criminosos foram presos no Taj Mahal, um ainda resistia, ferido, e os outros foram mortos. Os detidos, um deles cidadão paquistanês, foram identificados como membros de um grupo terrorista de origem paquistanesa, o Lashkar e Taiba, que em 2001 assumiu autoria de atentado contra o Parlamento indiano.

Os ataques contra Mumbai começaram na quarta. Os ataques concentraram-se em Colaba, região nobre na zona sul da cidade, mas houve explosões em outros locais. Entre os locais alvejados estão a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e um café popular entre turistas. Um grupo islâmico, o Deccan Mujahedin (planalto no sul da Índia), assumiu a autoria dos ataques.

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