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BREXIT

Quatro questões para entender a saída do Reino Unido da União Europeia

Plano britânico, que deve ser apresentado na próxima quinta-feira, divide e ameaça o governo da primeira-ministra britânica Theresa May

  • Da redação
 | Pixabay
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O processo de saída do Reino Unido da União Europeia, mais conhecido como Brexit, está rendendo uma tremenda dor de cabeça à primeira-ministra britânica, Theresa May, que teve três baixas em sua equipe em 24 horas. Ela, que deve divulgar o plano da saída na quinta-feira, defende uma abordagem mais cautelosa para a retirada, admitindo a possibilidade de manter alguns laços.

Mas, os defensores de uma ruptura mais drástica com a União Europeia argumentam que a posição de May pode deixar o Reino Unido em uma posição fraca nas negociações com o bloco. Essa divergência pode custar caro para a premiê, que pode, inclusive, perder o cargo. 

 O que é o Brexit? 

O Brexit é o processo de saída do Reino Unido da União Europeia. O processo foi aprovado em referendo pela população britânica em 23 de junho de 2016 em uma votação apertada (51,9% a favor e 48,1% contra). Os favoráveis à permanência no bloco ganharam na Escócia, na Irlanda do Norte e na região metropolitana de Londres. 

Como deve ser a saída do Reino Unido da União Europeia? 

Ainda não está definido. A saída do Reino Unido do bloco está marcada para 29 de março de 2019, e a primeira-ministra Theresa May deve divulgar na quinta (12) a íntegra de seu plano para o "Brexit". Mesmo assim, a UE vem advertindo de que o tempo para chegarem a um acordo está terminando. A própria primeira-ministra admite a possibilidade de não se chegar a um acordo com o bloco. 

O plano deve ser apresentado na quinta. As linhas gerais, segundo a BBC, preveem um acordo que restrinja a imigração, mas que seja amigável para os negócios. Isto significaria que a ruptura com a União Europeia não seria completa, permitindo uma adequação com as regulações econômicas, comerciais e migratórias. 

Por que três ministros britânicos renunciaram por causa do Brexit? 

Na semana em que completa dois anos no poder, a primeira-ministra britânica, Theresa May, registrou um saldo de três baixas em sua equipe em menos de 24 horas, e enfrenta um dos momentos de maior pressão desde o início do seu atribulado governo. 

A debandada do governo ocorreu depois que May anunciou, na sexta (6), que seu governo havia chegado a uma posição comum para a criação de uma área de livre-comércio entre o Reino Unido e a União Europeia após o "Brexit 

Pelo projeto de manutenção de livre comércio, o governo britânico se comprometeria a manter regras da UE para bens e produtos agrícolas. Parlamentares a favor de um rompimento mais radical argumentam que a proposta prende o Reino Unido ao bloco e dificulta novos acordos no resto do mundo. 

Leia tambémGoverno britânico perde terceiro ministro em 24 horas

A primeira evidência de que o acordo anunciado era uma ilusão foi registrada dois dias depois, quando Steve Baker e David Davis, responsáveis por negociar a saída do país da União Europeia, pediram demissão. Davis não só saiu, como divulgou uma carta em que criticou as políticas defendidas por May. "A direção geral da política nos deixará, na melhor das hipóteses, numa posição de negociação fraca e possivelmente inescapável", disse. 

Nesta segunda (9), Boris Johnson, secretário das Relações Exteriors, que havia ajudado a costurar muitos dos acordos do "Brexit" dentro do governo, decidiu também abandonar o governo. Em sua carta de renúncia, ele acusou May de se render às demandas da UE. "O sonho do 'Brexit' está morrendo", disse.

As renúncias aprofundam a crise no governo e aumentam as chances de novos pedidos de demissão e da convocação de uma votação para retirar a primeira-ministra do poder. 

May rejeitou a acusação de estar fazendo muitas concessões à UE. Ela argumenta que seu plano é de um divórcio "suave e ordeiro", para que o Reino Unido possa criar suas próprias leis e fazer acordos comerciais. 

Quais os impactos que a saída do Brexit pode ter na economia britânica? 

Segundo a BBC, o temor é de que uma ruptura total provoque fuga de capitais, perda de empregos e tensões nas relações internacionais britânicas. Um dos pontos de preocupações é em relação à Irlanda do Norte, onde existe um sentimento antibritânico em parte da população. 

Estimativas feitas pelo governo britânico sinalizam que o crescimento pode ser entre 2% e 8% menos em um período de 15 anos, dependendo da forma como se dará a saída do Reino Unido do bloco econômico. Segundo a consultoria internacional Oliver Wyman, o país pode perder, anualmente, 10 bilhões de libras (R$ 51 bilhões) em impostos por ano. 

Leia também: Reino Unido perderá R$ 220 bi e 500 mil empregos com 'brexit', diz estudo

Já há instituições financeiras anunciando a redução de suas operações em Londres, um dos principais centros financeiros mundiais. Muitas delas estão transferindo seus escritórios europeus para Amsterdã. Os Países Baixos também convenceram a União Europeia a transferir a agência europeia que regula o setor farmacêutico de Londres pra Amsterdã, a partir de 2019. 

A Bélgica, cujos portos estão fortemente integrados com a econômica britânica, devido ao grande tráfego comercial, já está se preparando para esse novo cenário. Ela planeja reforçar sua alfândega com drones, scanners submarinos e com a contratação de dezenas de novos funcionários.

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