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Militares fazem a guarda da Assembleia equatoriana, em Quito, após substituição de policiais ligados à rebelião da semana passada | Guillermo Granja/Reuters
Militares fazem a guarda da Assembleia equatoriana, em Quito, após substituição de policiais ligados à rebelião da semana passada| Foto: Guillermo Granja/Reuters

A pedido da Assembleia Na­­cional, que suspendeu a retomada de suas atividades ontem alegando "falta de garantias" para legislar, o presidente do Equador, Rafael Correa, decidiu prolongar o estado de exceção no país até sexta-feira. A medida ocorre dias após a rebelião que deixou ao menos oito mortos e trouxe o caos ao país.A atividade dos parlamentares está suspensa desde a última quinta-feira, quando um grupo de policiais se insubordinou em protesto a um corte de benefícios econômicos e lançou o país no caos por algumas horas, chegando a colocar em risco a vida do próprio presidente.

A polícia retomou suas atividades, embora as Forças Ar­­madas continuem patrulhando as ruas do país.

Estava previsto que a As­­sem­­bleia iniciaria o debate sobre uma polêmica lei de finanças públicas, defendida pelo governo de Correa como imprescindível para favorecer a recuperação econômica do menor sócio da Organização de Países Exporta­­dores de Petróleo (Opep).

Substituição

Além disso, militares estão a cargo da segurança da sede legislativa, no lugar da polícia, enquanto durar o estado de exceção. Isso porque, durante os protestos, a sede do Congresso equatoriano chegou a ser tomada por policiais revoltados com a ratificação de uma lei que altera o regime de promoções e bonificações.

"Por disposição da presidência da Assembleia Nacional solicito que o mais rápido possível se outorgue a segurança militar para a função legislativa, en­­quanto estiver em vigor o estado de exceção", disse o Congresso em uma carta enviada ao Minis­­tério da Defesa.

Nas proximidades das instalações parlamentares, podiam-se ler em alguns muros críticas aos policiais rebeldes, tais como "po­­licial traiçoeiro, teu trabalho é o primeiro" e "o policial é teu amigo?". Na última quinta-feira, o presidente ficou isolado em um hospital por quase 12 horas e só foi liberado no início da madrugada de sexta. Para levá-lo de volta ao palácio presidencial, o Exér­­cito do Equador e policiais rebelados entraram em confronto e houve troca de tiros.

EUA

O chanceler equatoriano, Ri­­car­­do Patiño, disse acreditar "firmemente" que os EUA não estiveram por trás dos protestos, co­­mo chegaram a afirmar os governos de Venezuela e Bolívia, mas que não estranharia se "grupos de poder" locais estiverem.

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