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Guerra comercial

Em recado a Trump, UE convida Canadá para ser membro associado do bloco

O premiê do Canadá, Mark Carney (à esquerda), e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (de branco), durante evento no Parlamento Europeu em Estrasburgo nesta quarta-feira (16) (Foto: RONALD WITTEK/EFE/EPA)

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs nesta quarta-feira (16) que o Canadá se torne o primeiro membro associado da União Europeia (UE), em meio à guerra comercial do país norte-americano e do bloco europeu com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo informações da agência Associated Press, von der Leyen fez o convite na presença do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, durante discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França.

A presidente da Comissão Europeia disse que o Canadá e a UE devem ampliar o acordo de livre comércio entre as duas partes por meio de uma “aliança para o futuro” mais abrangente, visando criar “um espaço de prosperidade comum e segurança econômica”.

“Acima de tudo, caro Mark, a Europa e o Canadá acreditam na democracia”, disse von der Leyen. “Esta é uma parceria não contra ninguém, mas em prol da nossa força comum. Em suma, queremos elevar a relação com o Canadá ao mais alto nível possível.”

O gabinete de Carney recebeu bem a proposta de von der Leyen, ao afirmar que o Canadá estava estreitando os laços com a UE “para fortalecer nossa soberania” e que apoia um passo além do acordo comercial já existente.

Ottawa tem sinalizado uma aproximação maior com o bloco europeu após o governo Trump ter aplicado no mês passado novas tarifas sobre produtos canadenses.

Em resposta, o governo Carney implementou este mês sobretaxas de até 50% sobre produtos dos Estados Unidos que representam cerca de US$ 20 bilhões de importações anuais – o mesmo patamar das tarifas aplicadas por Washington em agosto.

A UE também trava uma guerra comercial com os Estados Unidos: em julho, foi alvo de uma sobretaxa americana de 10%, sob a alegação de falta de medidas suficientes para coibir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

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