
Ouça este conteúdo
O governo do Reino Unido e o presidente da Argentina, Javier Milei, reagiram nesta terça-feira (1º) aos comentários do mandatário americano, Donald Trump, a respeito da possibilidade de reavaliar a posição de neutralidade dos EUA sobre a disputa dos dois países pelas Ilhas Malvinas.
“Eu sempre revejo todas as posições. Essa é apenas uma entre muitas”, disse Trump sobre a questão, em entrevista coletiva na Casa Branca na segunda-feira (31).
De acordo com informações da emissora BBC, a ministra das Relações Exteriores britânica, Uma Kumaran, disse que “o Reino Unido não tem dúvidas sobre sua soberania em relação às Ilhas Malvinas”.
“Elas são e sempre permanecerão um território ultramarino britânico, em conformidade com a vontade dos habitantes das ilhas. O Reino Unido mantém firme seu apoio ao direito de autodeterminação dos habitantes das ilhas. Nossa posição permanece inalterada”, afirmou.
Por meio de um porta-voz, o governo do Reino Unido disse que os habitantes das Malvinas “são britânicos e têm o direito de determinar seu próprio futuro”.
“Os habitantes das ilhas expressaram repetidamente seu desejo de permanecer como um território ultramarino britânico, e nosso compromisso com eles é inabalável”, afirmou.
Milei, por sua vez, manifestou alegria com o comentário de Trump em entrevista à rádio El Observador. “Ontem, aconteceu algo muito significativo em relação à causa mais importante e sagrada que nós, argentinos, temos”, disse o presidente, em referência aos comentários de Trump.
De acordo com o site Infobae, Milei anunciou aos seus ministros durante reunião de gabinete nesta terça-feira que fará um pronunciamento em rede nacional na quinta-feira (3) para abordar a questão das Malvinas.
A disputa pelo arquipélago no Atlântico Sul motivou uma guerra entre Argentina e Reino Unido em 1982, vencida pelos britânicos.
Desde então, Buenos Aires mantém diplomaticamente e em organismos internacionais a reivindicação de soberania sobre as Malvinas, embora a incorporação pela Argentina seja rejeitada pela população local: em um referendo realizado em 2013 com habitantes do arquipélago, 99,8% dos moradores disseram que preferiam que as ilhas mantivessem o status de território ultramarino britânico.







