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Uma equipe de especialistas da Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA), parte do Departamento de Energia dos EUA, realizou uma operação para retirada de material nuclear da Venezuela.
Ao todo, foram removidos 13,5 quilos de urânio altamente enriquecido do país sul-americano. Segundo comunicado da pasta nesta sexta-feira (8), a remoção contou com ajuda de técnicos do Instituto Venezuelano de Pesquisa Científica e do governo britânico. O material já está em território norte-americano, sob supervisão do Escritório de Gestão Ambiental do Departamento de Energia.
O elemento estava presente em um antigo reator de pesquisa na
Venezuela. Com a transferência para os EUA, a produção será processada e reutilizada.
"Durante décadas, o reator RV-1 apoiou a física e a pesquisa nuclear. Assim que esse trabalho terminou em 1991, seu urânio, enriquecido acima do limite crucial de 20%, tornou-se material excedente", disse a NNSA, acrescentando que esse tipo de operação normalmente duraria anos, mas devido às ações do governo de Donald Trump, duraram meses.
“A remoção segura de todo o urânio enriquecido da Venezuela envia mais um sinal ao mundo de uma Venezuela restaurada e renovada”, disse
Brandon Williams, administrador da NNSA. “Graças à liderança decisiva do presidente Trump, as equipes dedicadas no terreno concluíram em meses o que normalmente levaria anos”.
A operação ocorre meses após a visita do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, à Venezuela, como resultado da captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro, que abriu as portas para a retomada do canal diplomático entre Washington e Caracas.








