Detroit (AE/AP/Folhapress) Há quase 50 anos, Rosa Parks tomou uma decisão simples que desencadeou uma revolução. Quando um homem branco exigiu que ela cedesse seu assento num ônibus em Montgomery, Alabama, a então costureira negra de 42 anos disse não. Na época, leis de segregação racial eram permitidas nos Estados Unidos (veja ao lado).
Na ocasião, Parks não poderia imaginar que estava garantindo um lugar de honra na história americana. Mas seu pequeno ato de rebeldia galvanizou uma geração de ativistas, incluindo um jovem reverendo chamado Martin Luther King Jr., e lhe rendeu o título de "mãe do movimento pró-direitos civis".
Parks morreu em casa na noite de segunda-feira, de causas naturais, com amigos íntimos a seu lado, informou Gregory Reed, advogado que a representou nos últimos 15 anos. Ela estava com 92 anos.
Ao recusar a ordem do passageiro branco, apesar das leis que a obrigavam a ceder sua vaga, Parks foi presa e multada, o que provocou a reação da comunidade negra local.
Durante uma entrevista em 1992, Parks tentou explicar seu ato: "Meus pés estavam doendo, e eu não sei bem a causa pela qual me recusei a levantar. Mas creio que a verdadeira razão foi que eu senti que tinha o direito de ser tratada de forma igual a qualquer outro passageiro. Nós já havíamos suportado aquele tipo de tratamento durante muito tempo.
Sua prisão provocou um boicote de 381 dias contra as companhias de ônibus locais, liderado por um então desconhecido pastor, o reverendo Martin Luther King, que nos anos seguintes liderou o movimento pela igualdade de direitos civis.
Em 1999, durante o governo do democrata Bill Clinton, ela recebeu a Medalha de Ouro do Congresso, considerada a maior homenagem oficial do governo dos EUA concedida a civis, entre outras diversas honrarias.







