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Boris Johnson (esq.) e Volodymyr Zelensky (dir.) durante visita-surpresa do britânico a Kiev, em  9 de abril de 2022.
Boris Johnson (esq.) e Volodymyr Zelensky (dir.) durante visita-surpresa do britânico a Kiev, em 9 de abril de 2022.| Foto: EFE/EPA/Ukrainian Presidential Press Service

A Rússia proibiu neste sábado a entrada no país do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e outros 12 altos funcionários daquele país por “ações hostis sem precedentes” tomadas contra Moscou pelo governo britânico. “Este passo foi dado como resposta à desenfreada campanha político-informativa desencadeada por Londres, que visa o isolamento internacional da Rússia, a criação de condições para conter nosso país e estrangular a economia nacional”, disse o Ministério das Relações Exteriores russo ao anunciar a medida.

A declaração da diplomacia russa destaca que o governo britânico “agrava propositalmente a situação em torno da Ucrânia ao colocar armas letais no regime de Kiev e coordenar esforços semelhantes por parte da Otan”. A chancelaria russa acrescentou que “a política russofóbica das autoridades britânicas, que fez da sua principal tarefa promover uma atitude negativa em relação ao nosso país e congelar os laços bilaterais em praticamente todas as áreas, prejudica o bem-estar e os interesses dos habitantes da própria Grã-Bretanha”. De acordo com Moscou, quaisquer ataques punitivos “serão inevitavelmente voltados contra seus promotores e resolutamente rejeitados”.

Além de Johnson, a proibição afeta nove membros de seu gabinete: o vice-primeiro-ministro Dominic Raab, e os ministros das Relações Exteriores, Elizabeth Truss; Defesa, Ben Wallace; Transporte; Grant Shapps; Interior; Priti Patel; Economia; Rishi Sunak; Negócios, Energia e Estratégia Industrial, Kwasi Kwarteng; e Cultura, Nadine Dorries, além do secretário de Estado das Forças Armadas, James Heappey. A lista dos sancionados é completada pela primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon; a procuradora-geral da Inglaterra e País de Gales, Suella Braverman, e a ex-primeira-ministra e parlamentar conservadora Theresa May.

Rússia expulsou 18 funcionários da UE na sexta-feira

Na sexta-feira, a Rússia já tinha declarado como personae non gratae 18 funcionários da missão da União Europeia (UE) em Moscou, em resposta a uma medida semelhante de Bruxelas, segundo informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Um comunicado publicado no site da pasta de Exterior russa afirma que os 18 funcionários “terão de deixar a Rússia em breve”.

A notificação da expulsão foi entregue ao embaixador da UE na Rússia, Markus Ederer, que foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores do país. “O lado russo chamou a atenção para a responsabilidade da UE pela destruição gradual do diálogo bilateral e da arquitetura de cooperação que havia sido criada há décadas”, ressaltou o comunicado da pasta chefiada por Sergey Lavrov. Moscou também pediu à União Europeia que “cumpra rigorosamente os requisitos da Convenção de Viena de 1961 sobre relações diplomáticas”.

No último dia 5 de abril, a União Europeia declarou personae non gratae 19 membros da Missão Permanente da Federação Russa junto à UE em Bruxelas por realizar “atividades contrárias” ao seu status diplomático. Segundo o portal russo RBC, até agora este ano mais de 420 diplomatas russos foram expulsos de diferentes países, a maioria deles após o início da campanha militar russa na Ucrânia. Este é o máximo de expulsões em mais de 20 anos, já que, entre 2000 e 2021, um total de 418 trabalhadores de diferentes missões diplomáticas russas foram declarados indesejados.

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