
Cidade do México - Sete cartéis controlam o narcotráfico no México até os Estados Unidos. Alguns se enfrentam entre si, mas todos são combatidos por cerca de 50 mil agentes das Forças Armadas mexicanas, em um conflito que já fez mais de 28 mil mortos desde dezembro de 2006.
Uma dessas organizações criminosas, chamada Zetas, é acusada de ter assassinado as 72 pessoas encontradas na terça-feira em um rancho do estado mexicano de Tamaulipas, no nordeste.
Os sete grandes grupos foram identificados pela Procuradoria Geral da República (PGR) e a Secretaria de Segurança Pública. Para obter informações sobre os líderes de cada cartel o governo oferece recompensas de até 30 milhões de pesos (cerca de 2,2 milhões de dólares).
Os confrontos mais violentos se concentraram a 3,2 mil km da fronteira com Estados Unidos, onde os cartéis Arellano Félix (de Tijuana), Beltrán Leyva, Golfo, Sinaloa, Zetas e Juárez lutam pela ampliação dos territórios sob seus controles.
Segundo a PGR, a violência que começou nos últimos meses no estado de Tamaulipas (nordeste), na costa do Atlântico e fronteiriço com o estado americano do Texas, é resultado das brigas no cartel do Golfo, que na década de 90 recrutou os Zetas, ex-soldados de elite que reuniram forças até formarem um grupo independente.
Em Chihuahua (norte), cuja faixa fronteiriça é a maior dos seis distritos próximos aos EUA, o cartel de Juárez luta para manter o controle das rotas que passam pela agitada Ciudad Juárez e seus arredores, onde os Sinaloa tentam penetrar a alguns anos. Esta última organização, liderada por Joaquín "El Chapo" Guzmán, um dos homens mais procurados do México e Estados Unidos, controla parte de Chihuahua e uma ampla zona de Sonora (noroeste) e disputa com os Zetas e os irmãos Beltrán Leyva uma parte da Baixa Califórnia (noroeste).
O cartel de Tijuana, liderado pelos irmãos Arellano Félix, mantém um relativo controle nesta cidade e na zona do Pacífico, onde há disputa com outras organizações, entre elas o Sinaloa.
A sétima organização do narcotráfico identificada pela PGR é La Familia, que atua no estado de Michoacán (oeste) e mantém alianças com o cartel de Sinaloa.



