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Sexto ataque a escolas em 50 dias na China deixa 9 mortos

Veja os últimos ataques violentos na China |
Veja os últimos ataques violentos na China (Foto: )

Um homem com um cutelo atacou e matou sete crianças e dois adultos em um jardim-de-infância no noroeste da China, ontem. É o mais recente de uma série de ataques do tipo nas escolas do país. Outras 11 crianças ficaram feridas.

O autor do ataque, Wu Huan­­ming, de 48 anos, voltou após o ataque para sua casa, nas proximidades da cidade de Hanzhong, e se suicidou, informou o governo local. O motivo para o ataque não estava claro, ainda que relatos indiquem que ele e o diretor da escola se conheciam.

Foi o quinto importante caso de ataque contra estudantes jo­­vens na China desde o fim de março, que já deixaram 18 crianças mortas. A violência ocorre apesar do reforço da segurança nas escolas pelo país, com portões e câmeras de segurança, além de mais guardas nas entradas.

Sociólogos apontam que os casos podem estar ligados à falta de apoio para pessoas com problemas mentais na China e também ao crescente estresse resultante das grandes desigualdades sociais, em uma sociedade que muda rapidamente.

O ataque começou por volta das 8h20 (hora local), na escola privada Shengshui, na cidade de Hanzhong, condado de Nan­­zheng.

A área é uma zona rural, nas proximidades da cidade, em uma parte relativamente pobre do país.

Wu matou o diretor da escola, Wu Hongying, e um estudante em um primeiro momento. Em seguida, atacou mais 18 pessoas, informa um comunicado do go­­verno local. Seis estudantes e a mãe do diretor morreram mais tarde, no hospital. Nenhum dos outros feridos corre risco de morrer, segundo o texto.

As idades das sete crianças mortas não foram reveladas, mas os estudantes do jardim-de-infância no país geralmente têm cinco anos ou menos. A agência estatal Xinhua informou que havia cinco garotos e duas meninas entre as vítimas.

"Os autores desses ataques têm uma ‘doença psicossocial’ que mostra um profundo desejo de se vingar da sociedade", disse Zhou Xiaozheng, sociólogo da Universidade Renmin de Pequim. "Eles escolhem crianças como alvos porque elas são as mais fracas e vulneráveis", afirmou.

Pressão

"Insistimos em atacar com firmeza e reforçar a proteção", disse uma autoridade do governo às forças de segurança em videoconferência urgente após o ataque. Nos cinco ataques a escolas desde março, 18 pessoas morreram – sendo 15 crianças – e mais de 80 ficaram feridas. A China proíbe quase todos os cidadãos de possuir armas, e os agressores usaram facas e, em um dos casos, um martelo.

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